Texto Bíblico: Isaías 57:15; Tiago 4:6; Isaías 41:10.
Comentário: O Grande Confl ito, capítulos 9 e 10.
Verso Bíblico: Tiago 4:6.

 

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I. SINOPSE
As histórias dos reformadores nos lembram
de que Deus geralmente escolhe o mais
humilde de Seus fi lhos para realizar coisas
extraordinárias. Por meio da infl uência de homens
comuns como Ulrico Zwínglio, Martinho
Lutero e John Oecolampadius, Deus mudou o
destino das nações.
Ainda hoje, Deus convida jovens, assim
como Martinho Lutero, a permanecerem fi -
éis e a defenderem com coragem inabalável
o Seu caráter de amor. Os jovens de sua classe
de Escola Sabatina podem ser usados por
Deus da mesma forma como foram os reformadores
do passado.
As virtudes que Deus busca nos jovens de
hoje não difere em nada das virtudes que Ele
buscou em Seus servos durante o movimento
da Reforma – humildade, coragem e fé. Ellen
White declarou: “Os principais reformadores
foram homens de vida humilde, homens que,
em seu tempo, eram os mais livres do orgulho
de classe.” – O Grande Confl ito, p. 171. Para
ser usado por Deus de forma sobrenatural é
necessário um espírito humilde e estar completamente disposto a seguir as Suas ordens.
Foi assim que aconteceu com os reformadores
e é assim que ainda ocorre em nossos dias.
Outro tema que vem à tona através das
histórias dos reformadores é o da coragem
inabalável. Ellen White escreveu: “Zwínglio,
em Zurique, caiu doente. Ficou tão mal que
abandonou toda a esperança de restabelecimento.
[...] Naquela hora de provação, sua esperança
e coragem foram inabaláveis. Olhava
com fé para a cruz do Calvário, confi ando na
todo-sufi ciente propiciação pelo pecado.” – O
Grande Confl ito, p. 179. Antes de iniciar a
classe, rogue a ajuda de Deus para inspirar
seus alunos a viverem com o mesmo espírito
de humildade e coragem inabalável dos
reformadores e a fi xarem o olhar na cruz do
Calvário para se tornarem instrumentos nas
mãos do Senhor.
II. OBJETIVOS
Os alunos deverão:
• Ouvir a história dos reformadores. (Saber)
• Sentir que Deus sempre escolhe como
instrumentos Seus aqueles que possuem
espírito humilde. (Sentir)
• Aceitar o convite de viver com a mesma humildade e coragem dos reformadores.
(Responder)
III. PARA EXPLORAR
• Humildade
• Mundo natural
• Coragem
ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade
Promova a seguinte encenação improvisada
como uma atividade divertida para introduzir
o tema da humildade:
Peça para um voluntário partilhar uma
história pessoal de uma situação em que agiu
com humildade ou uma ilustração pessoal a
respeito da tolice do orgulho. Instrua o voluntário
a partilhar o máximo de detalhes que
conseguir. Em seguida, escolha alguns voluntários
para encenar a história três vezes.
A primeira deverá ser apenas uma simples
encenação da história que acabou de ser partilhada.
Para a segunda, peça para os alunos
atribuírem uma emoção a cada personagem
(exemplos: raiva, desânimo, indecisão, etc.)
para encenar a mesma história. A última encenação
deverá ser realizada num determinado
estilo à escolha dos alunos (exemplos:
ficção científica, faroeste, ópera, mímica,
propaganda, etc.).
Ilustração
Conte esta ilustração em suas próprias
palavras:
Gregory o Grande, líder de igreja há muitos
séculos, certa vez disse: “O orgulho me faz
pensar que sou a razão de minhas conquistas,
que mereço as minhas habilidades, e me leva
a desprezar as outras pessoas que não estão à
altura.” O orgulho causa uma ilusão de autossuficiência.
“Eu sou o máximo. Mereço tudo o
que tenho. Sou melhor do que os outros.”
Há uma história circulando na internet
a respeito de um presidente de uma grande
empresa que possuía esse espírito de autossuficiência.
Certa vez, ao entrar num posto
de gasolina para abastecer o carro, sua mulher
começou a conversar animadamente
com o frentista que os atendeu. De volta à
estrada, a mulher explicou que conhecia o
frentista.
– Na verdade – ela disse –, namoramos
dois anos.
Após um longo período de silêncio, o marido
concluiu:
– Aposto que sei o que está pensando. Que
você tem muita sorte de ter casado comigo, o
presidente de uma grande empresa, e não com
um simples frentista de posto de gasolina.
– Não – a mulher respondeu. – Na verdade,
estava pensando que, se tivesse casado com
ele em vez de você, ele seria o presidente de
uma grande empresa e você estaria trabalhando
de frentista num posto de gasolina.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História
Ao estudarmos a história de reformadores
como Ulrico Zwínglio, percebemos que Deus
usa as pessoas de espírito humilde para realizar
os Seus desígnios. No entanto, todos
nós lutamos com a ilusão: “Sou o máximo.
Mereço tudo que tenho. Sou melhor do que
os outros.”
Perguntas para reflexão: Você sempre demora
para reconhecer suas limitações e dependência
de Deus? Você sempre se esquece
do fato de que todas as suas habilidades são
dons concedidos por Deus? O que será que
Deus pode realizar através de você se cultivar
um espírito de humildade?
Aplicando a História (Para
Professores)
Após ler com seus alunos a seção Estudando
a História, use as seguintes informa-
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ções, em suas próprias palavras, para discutir
com eles.
Isaías 57:15 “...contrito e humilde de espírito”
Considere o que O Comentário Bíblico
Adventista do Sétimo Dia, volume 4, página
303, apresenta sobre esse assunto. Leia e discuta
as referências bíblicas entre parênteses
com os seus alunos.
“Contrição e humildade – o espírito de sincero
arrependimento pelo pecado, unido ao
senso de inabilidade própria de ganhar a salvação
(ver Romanos 7:18) – são as duas qualificações
essenciais para aceitação da parte de
Deus (ver Miquéias 6:8; Salmo 51:10; Mateus
11:29). A contrição prepara o caminho para
a justificação, assim como a humildade o faz
para a santificação. Deus pode fazer pouco
por homens que não percebem sua própria
necessidade e que não buscam o poder do alto
(ver Lucas 15:2).”
Tiago 4:6 “Deus Se opõe aos orgulhosos”
The Life Aplication Bible apresenta o seguinte
comentário:
“A cura para os desejos maldosos é a humildade
(ver Provérbios 16:18, 19; 1 Pedro 5:5,
6). O orgulho nos torna egoístas e nos leva a
concluir que merecemos tudo o que podemos
enxergar, pensar ou imaginar. Cria apetites
insaciáveis para obter bem mais do que precisamos.
Podemos livrar-nos de nossos desejos
egoístas ao nos humilharmos diante de Deus,
reconhecendo que tudo o que realmente precisamos
é a Sua aprovação. No momento em
que o Santo Espírito nos preencher, veremos
que as atrações sedutoras deste mundo não
passam de substitutos baratos para aquilo que
Deus tem a oferecer.”
Isaías 41:10 “Não tema, pois estou com
você”
Observe outro contexto em que Ellen White
empregou esse verso de Isaías:
“Naquelas horas que sobrevêm a todos,
nas quais desfalece o coração, e a tentação
nos oprime rudemente; nas quais os obstáculos
parecem insuperáveis [...] onde, então,
se poderá encontrar ânimo e firmeza como
naquela lição que Deus nos ordena aprender
das estrelas em seu curso imperturbável? ‘Levantai
ao alto os vossos olhos e vede quem
criou estas coisas, quem produz por conta o
seu exército, quem a todas chama pelo seu
nome; por causa da grandeza das Suas forças
e pela fortaleza do Seu poder, nenhuma
faltará. Por que, pois, dizes, ó Jacó, e tu falas,
ó Israel: O meu caminho está encoberto
ao Senhor, e o meu juízo passa de largo
pelo meu Deus? Não sabes, não ouviste que
o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins
da Terra, nem Se cansa, nem Se fatiga? Não
há esquadrinhação do Seu entendimento. Dá
vigor ao cansado e multiplica as forças ao
que não tem nenhum vigor.’ Isa. 40:26-29.
‘Não temas, porque Eu sou contigo; não te
assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te
esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra
da Minha justiça. [...] Eu, o Senhor, teu
Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo:
Não temas, que Eu te ajudo.’ Isa. 41:10 e 13.”
– Educação, p. 115 e 116.
Apresentando o Contexto
e o Cenário
Use as informações a seguir para apresentar
aos alunos uma perspectiva mais ampla
a respeito do orgulho. Em suas próprias
palavras, partilhe o contexto geral da origem
do orgulho.
A respeito dos discípulos de Cristo, Ellen
White declarou: “Eram humildes e dóceis.
[...] Assim foi nos dias da grande Reforma.
Os principais reformadores foram homens de
vida humilde.” – O Grande Conflito, p. 171.
Ao longo da história, Deus tem usado homens
e mulheres que permaneceram humildes.
A Bíblia adverte: “O orgulho vem antes da
destruição; o espírito altivo, antes da queda.”
Provérbios 16:18. Mas de onde surgiu o orgulho?
Será que Deus realmente Se preocupa
tanto assim com a arrogância? Afinal, o espírito
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arrogante pertence apenas aos criminosos,
estupradores e ladrões, certo?
Espere um pouco.
Há alguns anos, The Minnesota Crime
Commission [A Comissão de Crime de Minnesota]
publicou o seguinte relatório sobre as
crianças:
“Todo bebê inicia a vida como um pequeno
selvagem. Trata-se de um ser completamente
egoísta e egocêntrico. Exige o que quer
na hora que bem entende. A mamadeira, a
atenção da mãe, o brinquedo do coleguinha,
o relógio do tio. Ao negar o que deseja, reage
com raiva e agressividade que seriam mortais
se não fosse tão indefeso.
“Joga pesado. Não segue as regras de conduta
moral, não tem conhecimento, não tem
habilidades. Isso significa que todas as crianças,
não apenas certas crianças, mas todas elas
nascem delinquentes. Se lhes fosse permitido
continuar no mundo egoísta da infância, com
rédeas soltas para as ações impulsivas para
satisfazer os seus desejos, toda criança se tornaria
no futuro um criminoso, um ladrão, um
assassino ou um estuprador.”
Essa é a sua e a minha natureza. Essa é a
natureza com a qual o cristão luta todos os
dias. Ela é tão antiga quanto a rebelião de Lúcifer
contra Deus no Céu. Essa natureza está
enraizada no orgulho que exalta o indivíduo
acima de Cristo.
Talvez você se sinta tentado a pensar que
apenas Lúcifer enfrentava problemas com o
“eu”. “Subirei aos céus”, Lúcifer gabava-se.
“Erguerei o meu trono acima das estrelas de
Deus; eu me assentarei no monte da assembleia,
no ponto mais elevado do monte santo.
Subirei mais alto que as mais altas nuvens;
serei como o Altíssimo.” Isaías 14:13, 14.
Será que não fazemos o mesmo de maneiras
diferentes?
“Assistirei aos filmes que EU quiser.”
“Farei o que EU bem entender aos sábados.”
“Comerei, beberei e me vestirei do jeito
que EU achar que devo.”
“Espalharei as fofocas que EU tiver vontade.”
“Gastarei meu dinheiro como EU achar
melhor.”
“EU... EU... EU...” Se não tomarmos cuidado,
começaremos a falar como o próprio Satanás.
Mas resolver o problema do “EU” com
as suas próprias forças é como tentar mudar
a cor de seus olhos. O problema é muito mais
profundo do que isso. A única maneira de resolver
o problema do “EU” é estar constantemente
na presença de Jesus. Foi nesse ponto
que Satanás caiu e deu início ao pecado em
seu coração. Ao deixar o Céu, Satanás abandonou
a única esperança de santidade, pois é
apenas na presença de Deus que podemos refletir
a Sua santidade.
Por isso, fique perto de Jesus hoje. Converse
com Ele sempre. Adore-O a cada momento.
Apóie-se nEle constantemente. Essa é
a única solução para a doença do “EU”.
III. ENCERRAMENTO
Atividade
Encerre com uma atividade. Explique em
suas próprias palavras.
Distribua papel e caneta entre os alunos.
Instrua-os a escrever respostas para as perguntas
abaixo. Em seguida, leia as respostas
em voz alta.
• Qual é a primeira palavra que lhe vem à
mente ao ouvir a expressão “orgulho”?
• Qual é a primeira palavra que lhe vem à
mente ao ouvir a expressão “humildade”?
• O que você pode fazer esta semana para
desenvolver um espírito humilde?
Resumo
Encerre fazendo uma reflexão sobre a seguinte
declaração de Ellen White:
“Lúcifer, no Céu, desejou ser o primeiro em
poder e autoridade; queria ser Deus, ter o governo
do Céu; e para esse fim conquistou para o seu
lado muitos dos anjos. Quando, com seu exército
rebelde, foi lançado fora das cortes de Deus,
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Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Aprendendo com os Aprendizes
Precisamos tomar cuidado para ensinarmos os alunos sobre humildade e ao mesmo tempo
agirmos de acordo. Sem dúvida, a melhor maneira de ensinar humildade é praticando-a
de maneira que os alunos vejam que o espírito humilde é aquele apresentado por você em
sua maneira de viver e relacionar-se.
Um ato de humildade por parte do professor é ser honesto com os alunos e admitir que
não possui todo o conhecimento e que ainda há muito que aprender. Você pode aprender
com os alunos da mesma forma que eles podem aprender com você. Procure aprender com
os alunos nesta lição fazendo-lhes perguntas como: “Quem é a pessoa mais humilde que
você conhece e por quê? O que os professores podem fazer para servirem humildemente a
Deus e ao próximo? O que é humildade para você? Justifique.”
Ouça atentamente as respostas e, pela graça de Deus, coloque em prática o que aprender
com eles.
Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série
O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura correspondente
a esta lição é O Grande Conflito, capítulos 9 e 10.