Linda e o cesto de mangas

 
Linda mudou-se com sua família para uma cidadezinha, de modo que tivesse facilidade de freqüentar a escola.  Sua família era muito pobre; mas apesar da pobreza, todos eram muito honestos. Linda era meiga e bondosa e todos gostavam dela.

Numa tarde, Ricardo encontrou Linda na rua.  Ela ia carregando um grande cesto de mangas maduras. Na manhã seguinte, Ricardo encontrou José, a caminho da escola, e contou-lhe que alguém roubara mangas de uma barraca na feira; contou-lhe que alguém roubara mangas de uma barraca na feira; contou também que tinha visto Linda carregando um cesto de mangas.

Na hora do recreio, José lembrou-se disso, e contou a Tomás.

José perguntou a Tomás:

-Acha que ela as roubou? Sua familia é pobre. Talvez não tivesse dinheiro para comprá-las.

Tomás cochichou a história para Paulo, e este contou-a para Jaime.

Quando  voltaram para casa, cada um deles contou a mesma história às crianças que iam caminhando com eles.

 

No dia seguinte, pouco antes de tocar a sineta para o começou das aulas, Linda entrou no pátio. Trazia uma sacola cheia de mangas e um sorriso cativante. Deu uma manha para a professora, que lhe agradeceu gentilmente.

Linda pôde contar para a professora que havia ganho as mangas de dona Marta, uma vizinha a quem gostava de ajudar, cuidando do seu bebê.  Disse também que sua mãe deixou-a levar algumas para a escola.

Os menores imprimem desenho para pintar

  

Linda ofereceu uma manga para Jaime. Ele recusou, e foi embora.  As outras crianças se afastaram dela sem dizer nada.  Com uma expressão de surpresa no rosto, Linda olhava-as sem compreender o que estava acontecendo.

-Quer há? perguntou.

- Você roubou aquele cesto de mangas da banca de frutas da feira,não foi? Ricardo viu você! falou Paulo

Linda voltou-se para Ricardo. Ele ficou vermelho e fixou os olhos no chão.

A professora perguntou para Ricardo se ele realmente viu Linda roubando as frutas; mas Ricardo não respondeu.

A professora convidou os alunos a entrarem.  Quando todos se assentaram, ela virou-se para ?Ricardo e perguntou o que ele realmente havia visto.

Ricardo respondeu meio sem jeito que havia visto Linda carregando um cesto de mangas, parecidas com as que haviam sido roubada, e que contou isso para José.

- E o que você disse José? - perguntou a professora.

- Eu disse a Tomás que Ricardo e eu havíamos visto Linda levando um cesto de mangas que poderiams er as frutas roubadas... respondeu José.

 
Uma criança após a outra repetiu o que contar.a  Estavam todas quietas. /estavam envergonhadas do que haviam dito e feito.

E Linda, ali, sentada, ouvia.  A expressão de surpresa em seu rosto mudou-se em indignação. "É isso o que eles pensam de mim?", pensava.  Estava arrependida de estudar naquela escola.

Quando todos terminaram de falar, a professora olhou para Ricardo. Estava silencioso, quase sem respeitar.  Então ela se voltou para Linda e disse:

-Linda, sinto haver dito aquilo. Não pensava que ia se espalhar dessa amaneira.  Quer me perdoar, e a todos nós??

Linda ficou calada até que a expressão de zanga desaparecesse de sua fisionomia. Então sorriu e acenou que sim.

Crianças - disse a professora bondosamente - este é um exemplo do que acontece quando as pessoas espalham boatos e criticam os outros.  Linda perdoou vocês, mas guardem sempre isto em sua lembrança, e sejam muito cuidadosos com o que disserem daqui em diante. -E agora Linda, que vai fazer com aquelas deliciosas mangas que você ganhou honestamente, cuidando do bebê de Dona Marta? - Perguntou a professora.

Cordialmente, como sempre, e com um franco sorriso, Linda deu uma fruta para cada um de seus colegas e todos ficaram contentes.

 

 
Esse é um bom exemplo - perdoar, esquecer, amar nosso semelhantes. É isso o que Jesus faz por nós.  Perdoa nossos pecados, esquece nossas faltas e nos ama sempre.
 
Ilustre a história usando uma cesta de frutas bem cheia de mangas.

 

A aplicação que você dará à história depende de você. Caso queira reparti-la com os demais, envie e-mail para celinhaferrarez@hotmail.com  Ótimo dia. Com amor, Tia Célia