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Atos A igreja repleta com o Espírito Santo |
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Mensagem: Na igreja
nós aprendemos sobre o poder de Deus em nossa vida Versos Bíblicos para memorizar :
Isaías 43:10 Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu
servo a quem escolhi ou
Atos 4:31, NVI "Todos
ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de
Deus." Texto Bíblico: Atos 3:1-26;
4:1-33; Atos dos Apóstolos, págs. 57-71 Objetivos: Saber que o Espírito Santo nos
dá coragem e poder para partilhar as boas novas sobre Jesus |
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A lição de
relance: Pedro e João curam um coxo no
templo. Várias pessoas ficam admiradas. Ao explicarem para a multidão reunida
que o homem fora curado pelo poder de Deus, eles foram presos pelos líderes judeus.
Após ordenarem que eles não mais pregassem sobre Jesus, os governantes
deixaram que eles fossem embora. Pedro e João relataram sua experiência para
os cristãos, e os cristãos oraram com fé para que Deus lhes desse poder para
falar a palavra de Deus sem temor. O Espírito Santo faz tremer o lugar de
reunião deles e todos os presentes ficam cheios do poder de Deus. |
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Esta é uma lição sobre
comunidade: A igreja é a comunidade de pessoas
que com orações ajudam uns aos outros ao partilharem o evangelho com o mundo.
Quando as pessoas se juntam para estudar a Palavra de Deus e orar fielmente
pelo poder e coragem para partilhá-la com os outros, elas ficam cheias do
Espírito Santo. Só assim, elas são capazes de trabalhar fiel e poderosamente
por Deus. |
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Extraído do livro Atos dos
Apóstolos de Ellen G. White, págs "E, tomando-o pela mão
direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. E, saltando ele,
pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e
louvando a Deus." Atos 3:7 e 8. "E,
apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu
atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão." Atos 3:11.
Estavam estupefatos de que os discípulos pudessem efetuar milagres
semelhantes aos que foram realizados por Jesus. Contudo ali estava aquele
homem, que durante quarenta anos fora um coxo inválido, regozijando-se
agora em pleno uso de seus membros, livre de dor, e feliz por crer em
Jesus. Quando os
discípulos viram o espanto do povo, Pedro perguntou: "Por que vos
maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa
própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?" Atos 3:12.
Assegurou-lhes que a cura tinha sido operada em nome e pelos méritos de Jesus
de Nazaré, a quem Deus ressuscitara dos mortos. "Pela fé no Seu
nome", declarou o apóstolo, "fez o Seu nome fortalecer a este que
vedes e conheceis; e a fé que é por Ele deu a este, na presença de todos vós,
esta perfeita saúde." Atos 3:16. Os
apóstolos falaram claramente do grande pecado dos judeus, em terem rejeitado
e matado o Príncipe da vida; mas foram cuidadosos em não levar seus ouvintes
ao desespero. "Vós negastes o Santo e o Justo", disse Pedro,
"e matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do
que nós somos testemunhas." "E agora, irmãos, eu sei que o fizestes
por ignorância, como também os vossos príncipes, mas Deus assim cumpriu o que
já dantes pela boca de todos os Seus profetas havia anunciado; que o Cristo
havia de padecer." Atos 3:14, 15, 17 e 18. Ele declarou que o Espírito
Santo os estava chamando para arrependimento e conversão, e assegurou-lhes
que não havia esperança de salvação a não ser mediante a graça dAquele a quem
haviam crucificado. Somente pela fé nEle podiam seus pecados ser
perdoados. "Arrependei-vos,
pois, e convertei-vos," exclamou ele, "para que sejam apagados os
vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do
Senhor." Atos 3:19. "Vós
sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez com nossos pais,
dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da
Terra. Ressuscitando Deus a Seu Filho Jesus, primeiro O enviou a vós, para
que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas
maldades." Atos 3:25 e 26. Assim os
discípulos pregaram a ressurreição de Cristo. Muitos entre os que os ouviam
estavam esperando por este testemunho, e quando o ouviram, creram.
Vieram-lhes à mente as palavras que Cristo havia dito, e tomaram posição ao
lado dos que aceitaram o evangelho. A semente que o Salvador havia plantado
brotava e produzia frutos. Enquanto
os discípulos falavam ao povo, "sobrevieram os sacerdotes, e o capitão
do templo, e os saduceus, doendo-se muito de que ensinassem o povo, e
anunciassem em Jesus a ressurreição dos mortos". Atos 4:1 e 2. Após a
ressurreição de Cristo, os sacerdotes tinham espalhado longe e perto a
mentira de que Seu corpo tinha sido roubado pelos discípulos enquanto a
guarda romana dormia. Não admira que ficassem descontentes quando ouviram
Pedro e João pregar a ressurreição dAquele que haviam matado. Os saduceus,
especialmente, estavam sobremodo alvoroçados. Sentiam que suas mais
acariciadas doutrinas estavam em perigo e sua reputação em risco. Os
conversos à nova fé estavam rapidamente aumentando, e tanto fariseus como
saduceus concordaram em que, se se permitisse a esses novos
ensinadores prosseguir livremente, sua própria influência estaria
em maior perigo do que quando Jesus estava na Terra. Em conformidade com
isto, o capitão do templo, com auxílio de alguns dos saduceus, prendeu a
Pedro e João, e os pôs na prisão, visto ser muito tarde para os interrogar
naquele dia. Os
inimigos dos discípulos não podiam deixar de estar convencidos de que Cristo
ressuscitara dos mortos. A prova era por demais clara para que fosse posta em
dúvida. Não obstante, endureceram o coração, recusando arrepender-se da terrível
ação que haviam cometido, matando Jesus. Haviam sido dadas aos príncipes
judeus abundantes evidências de que os apóstolos estavam falando e agindo sob
a divina inspiração, mas eles firmemente resistiram à mensagem da verdade.
Cristo não tinha vindo da maneira como esperavam, e embora às vezes tivessem
estado convictos de que Ele era o Filho de Deus, fizeram calar a convicção e
O crucificaram. Em misericórdia Deus lhes deu novas provas, e agora outra
oportunidade era-lhes concedida para voltarem a Ele. Ele enviou os discípulos
para dizer-lhes que haviam matado o Príncipe da vida, e nesta terrível
acusação deu-lhes outra oportunidade para arrependimento. Mas sentindo-se
seguros em sua própria justiça, os ensinadores judeus recusaram-se a admitir
que os homens que os acusavam de haverem crucificado a Cristo estivessem
falando pela direção do Espírito Santo. Tendo-se
entregue a uma atitude de oposição a Cristo, cada ato de resistência
tornava-se para os sacerdotes um adicional incentivo para prosseguirem nesse
procedimento. Sua obstinação tornara-se mais e mais determinada. Não que eles
não se pudessem render; podiam, mas não o queriam. Não era só porque
fossem culpados e merecedores de morte, nem apenas por terem levado à morte o
Filho de Deus, que estavam apartados da salvação; mas porque se armaram de
oposição contra Deus. Persistentemente rejeitaram a luz, e sufocaram as
convicções do Espírito. A influência que controla os filhos da desobediência
operava neles, levando-os a maltratar os homens por cujo intermédio Deus
estava agindo. A malignidade de sua rebelião era intensificada por todo ato
sucessivo de resistência contra Deus e contra a mensagem que Ele mandara
transmitir por Seus servos. Cada dia, em sua recusa de se arrepender, os
líderes judeus retomavam sua rebelião, preparando-se para ceifar o que
estavam semeando. A ira de
Deus não é declarada contra pecadores impenitentes, apenas por causa dos
pecados por eles cometidos, mas porque, quando chamados a arrepender-se
escolhem continuar em resistência, repetindo os pecados do passado em desafio
à luz que lhes era dada. Se os líderes judeus se tivessem submetido ao
convincente poder do Espírito Santo, teriam sido perdoados; mas eles estavam
determinados a não se render. De igual forma, o pecador, por contínua
resistência, coloca-se onde o Espírito Santo não o pode influenciar. No dia
seguinte ao da cura do coxo, Anás e Caifás, com os outros dignitários do
templo, reuniram-se para o julgamento, e os prisioneiros foram trazidos
perante eles. No mesmo recinto, e diante de alguns dos mesmos homens, Pedro
tinha vergonhosamente negado seu Senhor. Isto lhe veio claramente à memória,
ao comparecer ele próprio para ser julgado. Agora tinha oportunidade para
reparar sua covardia. Os
presentes que se lembravam da parte que Pedro havia desempenhado no
julgamento de seu Mestre, lisonjeavam-se de que ele seria intimidado pela
ameaça de prisão e morte. Mas o Pedro que negara a Cristo na hora de sua
maior necessidade, era impulsivo e cheio de confiança própria, diferindo
grandemente do Pedro que fora trazido perante o Sinédrio para ser
interrogado. Depois de sua queda ele se havia convertido. Não era mais
orgulhoso e jactancioso, mas modesto e sem confiança em si mesmo. Estava
cheio do Espírito Santo, e pelo auxílio deste poder estava resolvido a
remover a mancha de sua apostasia, honrando o nome que repudiara. Até ali
os sacerdotes tinham evitado mencionar a crucifixão ou ressurreição de Jesus.
Mas agora, em cumprimento de seu propósito, foram obrigados a indagar do
acusado como se efetuara a cura do inválido. "Com que poder, ou em nome
de quem fizestes isto?" perguntaram. Atos 4:7. Com santa
ousadia e no poder do Espírito, destemidamente Pedro declarou: "Seja
conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus
Cristo, o Nazareno, Aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou
dos mortos, em nome dEsse é que este está são diante de vós. Ele é a Pedra
que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de
esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum
outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." Atos
4:10-12. Esta
corajosa defesa aterrou os chefes judeus. Haviam suposto que os discípulos
seriam vencidos pelo temor e confusão, quando trazidos perante o Sinédrio.
Mas em vez disto, aquelas testemunhas falavam como Cristo havia falado,
com um poder convincente que silenciava os adversários. Não havia indício de
temor na voz de Pedro, quando declarou acerca de Cristo: "Ele é a Pedra
que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de
esquina." Atos 4:11. Pedro
usou aqui uma figura de linguagem familiar aos sacerdotes. Os profetas haviam
falado da pedra rejeitada; e o próprio Cristo, falando uma ocasião aos
sacerdotes e anciãos, disse: "Nunca lestes nas Escrituras: A Pedra, que
os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça de ângulo; pelo Senhor
foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos? Porquanto Eu vos digo que o
reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.
E quem cair sobre esta Pedra despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair
ficará reduzido a pó." Mat. 21:42-44. Ao
ouvirem os sacerdotes as destemidas palavras dos apóstolos, "tinham
conhecimento que eles haviam estado com Jesus". Atos 4:13. Depois da
transfiguração de Cristo, é dito dos discípulos que ao fim da maravilhosa
cena, "ninguém viram senão unicamente a Jesus". Mateus 17:8. Nas
palavras "unicamente a Jesus", está contido o segredo da vida e do
poder que marcaram a história da igreja primitiva. Ao ouvirem pela primeira
vez as palavras de Cristo, os discípulos sentiram sua necessidade dEle. Eles
O buscaram, O acharam e O seguiram. Com Ele estavam no templo, à mesa, na
encosta das montanhas ou no campo. Eram como alunos com o professor, dEle
recebendo diariamente lições da eterna verdade. Após a ascensão do
Salvador, o senso da divina presença, plena de amor e luz, permanecia ainda
com eles. Era uma presença pessoal. Jesus, o Salvador, que tinha andado com
eles, com eles falado e orado, que lhes falara de esperança e conforto ao
coração, tinha sido tomado deles para o Céu, quando a mensagem de paz ainda
estava em Seus lábios. Enquanto o séquito de anjos, O recebia, dEle lhes
vieram as palavras: "Eis que Eu estou convosco todos os dias, até à
consumação dos séculos." Mat. 28:20. Ele havia ascendido ao Céu na forma
humana. Sabiam que, diante do trono de Deus, Ele ainda era seu Salvador e Amigo;
sabiam que Sua simpatia era imutável; que Ele estaria para sempre
identificado com a humanidade sofredora. Sabiam que Ele estava apresentando
diante de Deus os méritos de Seu sangue, mostrando Suas mãos e pés feridos,
como lembrança do preço que havia pago por Seus redimidos; e este pensamento
fortalecia-os para suportar a injúria por Sua causa. Sua união com Ele era
mais forte agora do que quando Ele estava com eles em pessoa. A luz, o amor e
o poder de um Cristo sempre presente brilhava por meio deles, de maneira que
os homens, contemplando, se maravilhavam. Cristo
pôs o Seu selo às palavras que Pedro falara em Sua defesa. Bem ao lado dos
discípulos, como convincente testemunha, estava o homem que tão
milagrosamente havia sido curado. A aparência deste homem, poucas horas antes
um aleijado ao desamparo, mas agora restaurado à perfeita saúde, acrescentava
peso de testemunho às palavras de Pedro. Sacerdotes e príncipes estavam em
silêncio. Eram incapazes de refutar as declarações de Pedro, mas nem por isto
estavam menos decididos a pôr um paradeiro ao ensino dos discípulos. O
mais importante milagre de Cristo - a ressurreição de A fim de
ocultarem sua perplexidade, os sacerdotes e príncipes ordenaram que os
apóstolos fossem afastados, para que pudessem aconselhar-se entre si.
Concordaram todos que seria inútil negar que o homem fora curado. Alegremente
encobririam o prodígio por meio de falsidades; mas isto era impossível, pois
que fora operado em plena luz do dia, diante de uma multidão de pessoas, e já
viera ao conhecimento de milhares. Sentiam que a obra dos discípulos devia
cessar, ou Jesus ganharia mais adeptos. Sua própria desgraça poderia
seguir-se, pois estariam sujeitos a ser responsabilizados pelo assassínio do
Filho de Deus. Apesar do
seu desejo de destruir os discípulos, os sacerdotes não ousaram fazer mais
que ameaçá-los com o mais severo castigo, se continuassem a falar ou agir no
nome de Jesus. Chamando-os novamente perante o Sinédrio, ordenaram-lhes não
falar ou ensinar no nome de Jesus. Mas Pedro e João responderam: "Julgai
vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque
não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." Atos 4:19 e
20. De boa vontade teriam os sacerdotes punido esses homens por sua
inamovível fidelidade a sua sagrada vocação, mas temeram o povo; "porque
todos glorificavam a Deus pelo que acontecera". Atos 4:21. Assim, com
repetidas ameaças e admoestações, foram os apóstolos libertados. Enquanto
Pedro e João estavam prisioneiros, os outros discípulos, conhecendo a
malignidade dos judeus, haviam orado incessantemente por seus irmãos, temendo
que a crueldade mostrada para com Cristo pudesse repetir-se. Tão logo foram
os apóstolos libertados, puseram-se eles em busca dos demais discípulos e
lhes relataram o resultado do interrogatório. Grande foi a alegria dos
crentes. "Ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e
disseram: Senhor, Tu és o que fizeste o céu, e a Terra, e o mar, e tudo o que
neles há; que disseste pela boca de Davi, Teu servo: Por que bramaram as
gentes, e os povos pensaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da Terra, e os
príncipes se ajuntaram à uma, contra o Senhor e contra o Seu Ungido. Porque
verdadeiramente contra o Teu santo Filho Jesus, que Tu ungiste, se ajuntaram,
não só Herodes, mas Pôncio Pilatos; com os gentios e os povos de Israel; para
fazerem tudo o que a Tua mão e o Teu conselho tinham anteriormente
determinado que se havia de fazer." Atos 4:24-28. "Agora,
pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos Teus servos que
falem com toda ousadia a Tua Palavra; enquanto estendes a Tua mão para curar,
e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do Teu santo Filho
Jesus." Atos 4:29 e 30. Os
discípulos oraram para que maior força lhes fosse concedida na obra do
ministério; pois viam que teriam de enfrentar a mesma determinada
oposição que Cristo tinha encontrado quando na Terra. Enquanto suas orações
unidas ascendiam em fé ao Céu, veio a resposta. Moveu-se o lugar onde estavam
reunidos, e novamente foram cheios do Espírito Santo. Com os corações cheios de
ânimo, de novo saíram para proclamar a Palavra de Deus em Jerusalém. "E
os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor
Jesus" (Atos 4:33), e Deus abençoava maravilhosamente seus
esforços. O
princípio pelo qual os discípulos se mantiveram tão destemidamente quando, em
resposta à ordem de não falarem mais no nome de Jesus, declararam:
"Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós que a
Deus" (Atos 4:19), é o mesmo que os adeptos do evangelho se esforçaram
por manter nos dias da Reforma. Quando, em 1529, os príncipes alemães se
reuniram na dieta de Spira, foi-lhes apresentado o decreto do imperador,
restringindo a liberdade religiosa, e proibindo toda posterior disseminação
das doutrinas reformadas. Dir-se-ia que a presença do mundo estava prestes a
ser esmagada. Aceitariam os príncipes o decreto? Devia a luz do evangelho,
ser vedada às multidões ainda em trevas? Achavam-se em jogo decisões
importantes para o mundo. Os que haviam aceito a fé reformada reuniram-se,
sendo sua unânime decisão: "Rejeitemos este decreto. Em questões de
consciência, a maioria não influi." - D"Aubigné, História da
Reforma, livro 13, cap. 5. Este
princípio, temos de manter firmemente em nossos dias. A bandeira da verdade e
da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja evangélica
e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde
então, foi, neste último conflito, confiada a nossas mãos. A responsabilidade
deste grande dom repousa com aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento
de Sua Palavra. Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema.
Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por
Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua
legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações
de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de
Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana.
Um "Assim diz o Senhor", não deve ser posto à margem por um
"Assim diz a igreja", ou um "Assim diz o Estado". A coroa
de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades
terrestres. Não se
nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer
escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos
na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem.
Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente
impedir o caminho. Temos de avançar em nome de Cristo, defendendo as verdades
que nos foram confiadas. Se somos proibidos pelos homens de fazer essa obra,
podemos então dizer como os apóstolos: "Julgai vós se é justo, diante de
Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar
do que temos visto e ouvido." Atos 4:19 e 20. |
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Os discípulos realizavam
maravilhas após a morte de Jesus. Nós somos os Seus discípulos hoje. Uma
semana muito feliz, repleta de alegrias. Com amor, |
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