História Bíblica: Gênesis 11:1-12.
Comentário: Patriarcas e Profetas, capítulo 10.
Ilustração
Quem não admira a obediência que o cão
demonstra ao seu dono? Archibald Rutledge,
primeiro poeta laureado da Carolina do Sul,
escreveu que certo dia encontrou um homem
cujo cão tinha acabado de ser morto num incêndio
na floresta. Com o coração partido, o
homem explicou a Rutledge o que acontecera.
Como ele trabalhava fora, costumava levar
seu cão com ele. Naquela manhã, porém, deixou
o animal numa clareira e lhe ordenou que
ficasse ali e tomasse conta dos mantimentos enquanto
ele ia à floresta. Seu fiel amigo entendeu
a ordem, pois foi exatamente isso que ele fez.
Então, começou um incêndio na floresta
e rapidamente as chamas se espalharam até
o local onde o cão havia ficado. Mas ele não
se moveu. Ficou exatamente onde estava, em
perfeita obediência à palavra do dono. Com
lágrimas nos olhos, o dono do cão disse: “Eu
sempre precisei ter cuidado com o que eu dizia
para ele porque eu sabia que ele o faria.”
– Extraído de Our Daily Bread.
Pergunte aos seus alunos o seguinte: É
essa a forma como Deus quer que Lhe obedeçamos,
como o cão da história acima? Peça
que os alunos expliquem suas respostas.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História
Apresente o texto a seguir em suas próprias
palavras:
Os construtores de Babel eram um
povo ambicioso. Sonhavam com a grandeza
que sua famosa torre lhes traria. Eles
também eram egoístas. Queriam ser libertos
da destruição de um segundo dilúvio,
mas não se preocupavam com o restante
do mundo.
Havia também uma quantidade descomedida
de pressões de grupo intoxicando a todos.
Olhando de fora, parecia que não havia
dissidentes entre o grupo, mas não era bem
assim. Ellen White nos conta que mesmo entre
esse povo desobediente havia fiéis seguidores
de Deus que se recusaram a concordar
com o plano. Essa pode ter sido uma das razões
por que Deus simplesmente confundiu
a língua dos construtores, a fim de impedir
o projeto, em vez de destruí-los de uma vez
por todas.
Aplicando a História (Para
Professores)
Após ler com seus alunos a seção Aplicando
a História, use as perguntas a seguir
em suas próprias palavras para discutir
com eles.
Quem são os principais protagonistas dessa
história?
Qual é o cenário dessa narrativa bíblica?
O que essa história nos diz sobre multidões
e pensamento de grupo?
Que partes da história são fundamentais
para entendê-la? (Sublinhe-as).
Que aspectos da história são novos para
você? (Coloque uma seta ao lado deles.)
Que emoções, ações e adjetivos enriquecem
essa história? (Desenhe um retângulo
em volta deles.)
Quais são duas importantes lições que
você pode tirar da leitura dessa história?
Que palavras ou frases captam melhor as
várias emoções dessa história? (Circule-as).
Há alguma outra narrativa bíblica que demonstre
o nível de arrogância manifestado
pelos construtores de Babel?
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Apresentando o Contexto
e o Cenário
Use as informações a seguir para elucidar
a história para seus alunos. Explique em
suas próprias palavras.
A construção da Torre de Babel, em clara
transgressão às ordens de Deus, aconteceu
centenas de anos após o dilúvio. Outros fatos
notáveis:
1. A história da Torre de Babel parece ter
ocorrido em Babilônia, cidade onde era então
a Mesopotâmia, que é o atual Iraque. O
antigo povo dessa região era conhecido por
construir estruturas imponentes e altas plataformas
de templos chamadas de zigurates.
Parece que construção simplesmente estava
no sangue deles.
2. Estima-se que hoje haja 4.000 a 5.000
línguas diferentes no mundo. Em Gênesis
11:1, a Bíblia atenta para o fato de que “no
mundo todo havia apenas uma língua, um só
modo de falar”. Muitos estudiosos da Bíblia
acreditam que nossa atual diversidade de línguas
se deve ao fato de Deus ter confundido a
língua dos construtores em Babel. É claro que
muitos outros acreditam que essa explicação
é muito simplista.
3. Na afirmação a seguir, Ellen G. White
elucida o motivo pelo qual esses construtores se
reuniram na planície de Sinear:
“Durante algum tempo os descendentes
de Noé continuaram a habitar entre as montanhas
onde a arca repousara. Aumentando o
seu número, a apostasia logo determinou a divisão.
Aqueles que desejavam esquecer-se de
seu Criador, e lançar de si as restrições de Sua
lei, sentiam um incômodo constante pelo ensino
e exemplos de seus companheiros tementes
a Deus; e depois de algum tempo resolveram
separar-se dos adoradores de Deus. Portanto
viajaram para a planície de Sinear, nas margens
do rio Eufrates. Eram atraídos pela beleza
do local e fertilidade do solo; e nesta planície
decidiram-se a fazer sua morada.” – Patriarcas
e Profetas, p. 118.
4. Muitos leitores da Bíblia lamentam a
aparente falta de graça divina nas narrativas
do Antigo Testamento. Na história da
Torre de Babel, vemos um Deus dando uma
ordem que é desobedecida. Na verdade, as
pessoas que desobedecem a Deus constroem
então uma enorme torre, escarnecendo
abertamente de Suas palavras. Porém, Deus
não as destrói, embora tivesse todo o direito
de fazê-lo. Deus simplesmente confunde
sua língua, impedindo assim o processo de
construção. Assim, Ele as dispersa por todo
o mundo para repovoá-lo e reabastecê-lo. O
que isso nos diz sobre a graça de Deus?
III. ENCERRAMENTO
Atividade
Faça o encerramento com uma atividade
e questione, usando suas próprias palavras.
Peça para cada aluno fazer uma oração
individual silenciosa, finalizando com a seguinte
declaração: “Querido Deus, preciso
do Teu poder para me ajudar a superar
_________________.” Peça que eles continuem
falando com Deus sobre o desafio com
o qual eles talvez estejam lutando.
Conclua com uma oração de agradecimento
a Deus pela resposta a cada oração dos alunos.
Resumo
Apresente os pensamentos a seguir em
suas próprias palavras:
Se os construtores de Babel não tivessem
sido interrompidos, eles teriam construído
uma torre diferente de tudo que o mundo já
havia visto. Contudo, Deus sabia que essa
torre tinha a intenção de substituí-Lo e ser a
fonte de sua segurança e proteção. E não apenas
isso. Os descendentes de Canaã queriam
também a grandeza que pertencia unicamente
a Deus.
Podemos estar seguros de que, quando a
vaidade for acalentada acima de uma clara
orientação divina, Deus intervirá para tornar
Sua vontade conhecida.
Dicas Para um Ensino
de Primeira Linha
Em toda classe, há alunos que precisam
de mais estímulo do que outros. Esses
alunos ficam rabiscando enquanto outros
estão ouvindo. Movimentam-se, conversam,
etc. quando você certamente deseja
atenção exclusiva. Para prender a atenção
desse grupo, você terá que incluir, pelo
menos, uma atividade que estimule esses
aprendizes corporais-sinestésicos.
Nessa lição, talvez você queira coletar
alguns jornais e revistas. Distribua-os
para a classe. Depois, peça que os membros
da classe encontrem objetos que
manifestem o orgulho e a arrogância das
pessoas (isto é, carros, casas, belos amigos
ou parceiros, dinheiro, etc.). Esses
itens modernos não são diferentes da torre
erigida pelos habitantes de Babel, que
era objeto de seu orgulho e arrogância.
Quando os objetos forem encontrados,
peça que eles destaquem ou recortem os
objetos e os ajuntem numa pilha. Peça
que cada membro da classe exponha um
ou dois objetos da pilha, dizendo como
eles são usados pelas pessoas como fonte
de orgulho.
Lembre os alunos sobre
o plano de leitura, em que
eles estudarão, na série O
Grande Conflito, o comentário
inspirado da Bíblia.
A leitura correspondente a esta lição é Patriarcas
e Profetas, capítulo 10.