Síndrome de Jeroboão

Recusando aceitar a liderança divina

 
História Bíblica: 1 Reis 12:16-14:20; 2 Crônicas 13.
Comentário: Profetas e Reis, capítulo 7.

 

 

SINOPSE
A história de Jeroboão é um caso clássico do que acontece quando alguém se recusa a seguir a liderança de Deus. Por meio do profeta Aías, Deus chamou Jeroboão para ser o rei de dez tribos de Israel. Em vez de confiar em Deus, entretanto, Jeroboão sentiu-se obrigado a resolver o assunto da sua própria maneira. Elien White escreveu: “O maior temor de Jeroboão era que em qualquer tempo no futuro o coração de seus súditos se deixasse cativar pelo ocupante do trono de Davi. Raciocinou ele que se às dez tribos fosse permitido visitar com freqüência a antiga sede da realeza judaica, onde os cultos do templo eram ainda dirigidos como nos anos do reinado de Salomão, muitos poderiam sentir-se inclinados a renovar sua submissão ao governo centralizado em Jerusalém.” — Profetas e Reis, pág. 99.

Sendo assim, Jeroboão decidiu estabelecer centros de idolatria em Betel e Dã. Isso fez com que a espiritualidade de Israel fosse arruinada e o levou a um caminho que resultou em grande dor e destruição. Assim é a história inevitável do pecado. A desobediência e a transigência sempre trarão conseqüências indesejáveis. A Bíblia adverte: “E fiquem sabendo que vocês serão castigados por causa dos seus próprios pecados.” Números 32:23. O pecado teria poucos simpatizantes se as conseqüências destrutivas viessem imediatamente. Em vez disso, como podemos ver na história de Jeroboão, o pecado nos corteja e afaga antes de nos arrastar para bem longe da felicidade e da vida.


Felizmente, nenhum pecado está além da graça ilimitada de Deus. Embora não possamos escapar das conseqüências de escolhas pecaminosas, podemos nos alegrar na misericórdia infinita de Jesus. Por meio da cruz, temos a garantia de nossa salvação! “O Senhor não abandonou a Israel sem antes fazer tudo que poderia ser feito para levá-lo de volta à submissão a  Profetas e Reis, p. 108. Deus ainda hoje está disposto a fazer de tudo para trazer de volta para Si cada um de Seus filhos.

 

OBJETIVOS
 
• Aprender a respeito dos resultados inevitáveis do pecado. (Saber)
• Sentir que Deus nunca desiste de Seus filhos.(Sentir)

 Ser desafiados a receber o perdão dos pecados, que vem do Calvário. (Responder)

 

 

PARA EXPLORAR
• Deus (amoroso, infalível, pessoal)
• Responsabilidade
• Pecado/mal/Satanás

 

Atividade EXCELENTE!!!!!

Uma atividade alternativa seria levar uma mala repleta de pedras grandes. Cole o nome de um pecado em cada pedra. Por exemplo, traição, assassinato, relação sexual antes do casamento, pornografia, etc. Tenha em mãos uma lista dos pecados que você escolheu colocar dentro da mala. Peça que voluntários carreguem a mala pela classe enquanto compartilham com os outros como se sentem enquanto a carregam. Em seguida, revele o conteúdo da mala, mostrando cada pecado que está colado nas pedras. Discuta como esses pecados, se não os confessarmos e nos arrependermos deles, tornam-se uma carga desnecessária e nos levam a cometer os outros pecados da lista.

 

 

Ilustração

A cobra de três metros de comprimento era a mais clara personificação do mal. Ela tinha uma cicatriz no olho esquerdo que impedia uma troca saudável de pele. Conseqüentemente, pelo menos duas vezes ao ano, os funcionários do zoológico recebiam a ligação horripilante do responsável pela casa dos répteis: “A cobra trocou de pele semana passada, mas a pele em volta do olho não caiu. Precisamos de uma equipe para removê-la.”
De acordo com Gary Richmond, um dos funcionários do zoológico, a tarefa de retirar a pele da cobra requeria uma equipe de cinco pessoas. Dois “guardas”, que eram responsáveis por capturá-la, um “enfermeiro”, com a árdua tarefa de remover a pele, um veterinário e Richmond — cuja tarefa era passar o bisturi e a esponja para o veterinário.
A cobra deslizou em direção à equipe, esticou-se e ficou em posição de ataque à altura dos olhos. O “enfermeiro” agarrou firmemente o pescoço da serpente, segurando bem atrás das glândulas venenosas. Os “guardas” imobilizaram o corpo que se contorcia. “Vamos acabar logo com isso”, disse o veterinário. No site da Igreja Adventista de Virgínia Water a cena é descrita:
O “enfermeiro” perguntou se Richmond possuía algum corte em suas mãos e ele respondeu: “Não”. Sendo assim, pediu que fizesse uma bola de papel e a enfiasse na boca da cobra. “Tudo bem”, Richmond respondeu. A cobra abocanhou a bola violentamente e começou a mastigar. Da bola de papel pingavam pequenas gotas de veneno amarelo. O “enfermeiro” aguardava, falando sem parar. “Vocês sabiam”, ele disse, “que muitos elefantes morrem todo ano por picadas de cobras dessa espécie? Um ser humano não tem a menor chance de sobreviver a uma picada com uma dose completa de veneno dessa cobra...”, as mãos do enfermeiro suavam, seus músculos estavam cansados e os dedos começavam a doer de cãibra... Ele não estava certo de que poderia movimentar-se rápido o suficiente na hora de liberar o réptil.
Segundo Richmond, a parte mais difícil em qualquer procedimento com cobras é o momento de soltá-las. Ele explicou que mais  pessoas são picadas ao tentar soltá-las do que ao tentar apanhá-las ou manuseá-las. “Em se tratando de cobras, elas são fáceis de apanhar, mas muito difíceis de soltar”, afirmou ele.

 

Uma Ponte Para a História
Soa familiar? Há alguma cobra em sua vida que foi fácil apanhar, mas agora está difícil de soltar?
Encaremos. As cobras serpenteiam por toda a parte em nossa cultura. Apanhe uma cerveja aqui, um vinho ali e em pouco tempo você é pego pelas mandíbulas venenosas de uma cobra que não é nada fácil de largar. Ou acesse um site para adultos agora, dê uma olhadinha no site de uma revista masculina mais tarde e, antes que se dê conta, parece impossível parar. Cole na prova de química hoje, ou falsifique o horário do seu cartão de ponto do trabalho amanhã e logo você se encontrará emaranhado em uma cobra de concessões que destruirá por completo seu caráter. Todos esses hábitos são fáceis de ser adquiridos, mas difíceis de ser vencidos.
Sendo assim, poupe-se da tarefa terrível de vencer um hábito potencialmente fatal ficando bem longe das serpentes. Não é nada divertido ser picado por elas. A história de Jeroboão nos lembra dessa verdade espiritual.

 

Aplicando a História (Para Professores)
• Quem são os personagens principais da história? Quais são alguns dos personagens que não foram incluídos na seção da lição Estudando a História?
• Que aspectos da história são novos para você?
• Que lições podemos aprender com Jeroboão?
• Circule as palavras ou frases que melhor expressam a essência da história.
• Se Jeroboão estivesse vivo hoje e freqüentasse a sua escola, que tipo de pessoa você acha que ele seria?
• Quais são os pontos fortes da personalidade de Jeroboão? Quais são os pontos fracos?
• O que a história de Jeroboão nos ensina a respeito de tomar decisões? • Que imagem de Deus é formada ao estudar essa história? Utilize as passagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta semana: Mateus 7:24-27; 1 Timóteo 6:18 e 19; Efésios 4:17-32; Ezequiel 33:10 e 11 e Gálatas 5:16-21.

 

Apresentando o Contexto e o Cenário

1. Segundo Reis 17:22 e 23 nos apresenta o triste legado deixado por Jeroboão: “Os israelitas seguiram Jeroboão e continuaram a praticar todos os pecados que ele havia cometido, até que finalmente o Senhor os expulsou da sua presença, como havia avisado por meio dos seus servos, os profetas. E assim o povo de Israel foi levado para o cativeiro na Assíria, onde eles moram até hoje.” Herbert Lockyer, em seu comentário All the Men of the Bible [Todos os Homens da Bíblia], aponta que os dezoito reis que vieram depois de Jeroboão continuaram a adorar os bezerros de ouro. A Bíblia revela que quinze desses reis não se apartaram dos pecados de Jeroboão. Realmente o nome de Jeroboão permanece manchado, pois seu significado é “Ele fez Israel pecar”. O que isso nos ensina a respeito do impacto a longo prazo das escolhas que fazemos?
2. Primeiro Reis 13:2 registra a seguinte profecia: “Seguindo a ordem do Senhor, o profeta falou assim contra o altar: ‘— Ó altar, ó altar! O que o Senhor Deus diz é isto: Vai nascer um descendente de Davi que se chamará Josias. Em cima de você, ó altar, ele matará os sacerdotes que servem nos altares pagãos e que oferecem sacrifícios em cima de você. Ele também queimará ossos de gente sobre você.”
Trezentos anos mais tarde essa profecia foi cumprida quando o rei Josias matou os sacerdotes pagãos em seus altares. Leia essa história em 2 Reis 23:1-20. De que maneira profecias bíblicas como essa confirmam nossa fé? Como podemos compreender tais profecias à luz do livre-arbítrio?
3. Jeroboão escolheu as cidades de Dã e Betel para serem os locais alternativos de culto no lugar de Jerusalém. Ao sul, ele escolheu Betel por ser tida como sagrada na história de Israel (veja Juízes 20:26-28 e 1 Samuel 7:16). Ao norte da Palestina, escolheu Dã, que não apresentava um aspecto tão grande de santidade como Betel, mas também era considerada por muitos israelitas um lugar sagrado. O resultado da escolha de Jeroboão de estabelecer cidades sagradas além de Jerusalém mostrou ser desastroso.
O homem de Deus vindo de Judá em 1 Reis 13 fez uma advertência severa contra Jeroboão por desobedecer a Deus. Ironicamente, o profeta recebera ordens de Deus para não comer nem beber enquanto estivesse realizando sua missão (13:9). Ele morreu porque deu ouvidos a um homem quedeclarava ter uma mensagem de Deus, em vez de ouvir o próprio Deus. Tanto a história de Jeroboão quanto a história desse profeta anônimo enfatizam que devemos confiar na clara Palavra de Deus. Não devemos ousar dar ouvidos aos nossos pressentimentos ou às interpretações de outros.
Desafio você a viver fielmente de acordo com a Palavra de Deus. Refleta a respeito da história do profeta anônimo. Será que Deus foi muito severo com ele? Será que Deus foi muito tolerante com Jeroboão ao curar rapidamente a mão do rei? Como podemos compreender as ações de Deus nesta história?

 

ENCERRAMENTO
Atividade
Vamos
voltar à mala cheia de pedras usada ao introduzir a lição. Quando pedimos para Deus perdoar nossos pecados, Ele joga as pedras nas profundezas do oceano. Ele as submerge e nunca mais as retirará de lá.
Deus está ansioso para ouvir a confissão de nossos pecados. Afinal, Deus conhece todas as nossas faltas melhor do que nós mesmos. Assim, encerre esta lição encorajando os jovens a pedirem perdão a Deus. Deus é fiel. Ele perdoará e esquecerá para sempre. E ponto final!

 

Resumo

A história de Jeroboão é um tesouro que nos ensina que uma grande vida pode ser destruída por pequenas decisões. Somos lembrados de que Deus não será zombado. Quando Ele diz que não permitirá outros deuses diante dEle, não está de brincadeira! Escolher fazer o contrário é colocar a alma em grande perigo.
A história do profeta de Judá revela exatamente isso. Deus leva a sério nossa completa devoção. Seguir qualquer outra voz que não seja a de Deus é o mesmo que abrir as portas para a tristeza e o sofrimento. Deus quer o melhor para nós e podemos confiar inteiramente nEle.
O pecado destrói. A obediência a Deus traz vida — vida verdadeira e em abundância! Convide os alunos a vivenciarem essa vida preciosa e gratificante ao lado de Deus.

 

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Estilos de Aprendizagem
“Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu.” Mantenha esse verso em mente en quanto ensina a lição. Há várias formas de aprender e cada um aprende de formas di1 ferentes. Alguns apresentam mais dificuldade ou mais facilidade em certos estilos de aprendizagem. O quadro a seguir apresenta uma breve descrição de alguns estilos que o professor deve lembrar ao ensinar.

Estilo de Aprendizagem

Aprende por meio de...

Lingüística

Repetição, audição e leitura

Mateniática-lógica

Padrões, números, respostas certas e erradas

Musical

Sons, ritmos e canções.

Visual-espacial

Desenhos, visualizações, artes.

Sinestésico

Manuseio, toque, movimento.

 

O resultado do pecado sempre é muito ruim. A desobediência a Deus é sempre ruim. Peça a Deus para lhe dar um espírito manso, calmo e humilde. Viva em paz com o seu semelhante... Com amor, Tia Célia