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Tchau, Saul!
Texto Bíblico: 1 Samuel 15; 28; 31
Comentário: Patriarcas e Profetas, capítulos 61,66 e 67.
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR
SINOPSE
A história de Saul lembra um conto que não deu certo. Ele prometia tanto! A
Bíblia diz que “não havia ninguém mais bonito do que ele entre todos os
israelitas. Além disso era mais alto do que todos”. 1 Samuel 9:2. Ele era
humilde (ver 1 Samuel 9:2 1) e o Espírito do Senhor desceu sobre ele com
poder (ver 1 Samuel 10:6 e 10).
Mas um câncer da alma corrompeu Saul e ele sucumbiu a um espírito de
auto-suficiência. Ele desobedeceu a Deus, mas não sentiu remorso por seus
maus procedimentos. Em vez disso, ele se justificou como se não precisasse
dar satisfação a ninguém — nem mesmo a Deus. Por isso, Samuel proferiu a
séria mensagem: “Você rejeitou as ordens de Deus, o Senhor, e por isso Ele
também o rejeitou como rei de Israel.” 1 Samuel 15:26. A Bíblia acrescenta: “O Senhor Deus Se arrependeu de
ter colocado Saul como rei de Israel.” 1 Samuel 15:35.
Daquele dia em diante, a vida de Saul continuou numa espiral
descendente. Ele lutou com uma doença mental. Desenvolveu uma inveja doentia
de Davi e tentou matá-lo. En volveu-se com o ocultismo, ao buscar conselho da
feiticeira de Endor. No final, Saul se matou num ato de completa insanidade.
A história de Saul tem muito
a nos ensinar sobre os perigos da arrogância e do egoísmo. Esta história também oferece uma
perspectiva espiritual sobre depressão e saúde mental. Outro assunto que surge
desta história envolve os perigos de meter-se com o ocultismo. Claramente, há
muitas jóias que podem ser extraídas da experiência de Saul.
OBJETIVOS
• Pensar sobre o efeito do egoísmo na vida espiritual de alguém. (Saber)
• Perceber as conseqüências potencial- mente fatais de rebelar-se
contra Deus. (Sentir)
• Ser desafiados a confiar completamente em Deus. (Reagir)
PARA EXPLORAR
• Egoísmo
• Depressão
• Saúde Mental
ENSINANDO
1. INICIANDO
Atividade
Oriente os alunos a ficarem em pé de um lado da sala se eles concordam
com a afirmação ou do outro lado se discordam. Peça que voluntários
justifiquem suas respostas. Eis mais algumas declarações que você pode usar:
Usar roupas com inscrições satânicas é tão grave quanto brincar de invocar os
mortos.
Todo pecado é uma manifestação de egoísmo.
A adivinhação (cartomancia, quiromancia) é um entretenimento inocente.
Nossa sociedade atual é rápida em jogar a culpa de tudo em “doença mental”.
Se Saul tivesse permanecido humilde diante de Deus, ele não teria se tornado
insano.
Ilustração
A Associated Press certa vez publicou a história de um garotinho que
encontrou um filhote de cascavel e começou a brincar com ele, sem perceber
que seu “brinquedo” era uma serpente mortífera. O artigo dizia que uma
simples gota de veneno de um filhote de cascavel é muito mais potente do que
a mesma quantidade do veneno de uma cascavel adulta.
A mãe encontrou seu filho brincando todo feliz, segurando o réptil mortífero
na mão. Mas antes que ela tentasse socorrêlo, a serpente mordeu o braço do
menino. A criança foi levada às pressas para o hospital e felizmente
sobreviveu. Mas a história poderia ter terminado de forma trágica se a mãe
não tivesse encontrado a criança antes que o veneno produzisse seus efeitos letais.
Da mesma maneira, muitos cristãos “brincam” com o pecado, pensando que ele
não vai morder. Certa vez o evangelista Billy Sunday comentou: “Uma razão por
que o pecado floresce é que ele é tratado como uma guloseima em vez de uma
cascavel.”
Na noite de 3 de outubro de 1998, um evangelista chamado John Wayne Brown
Jr., que manipulava serpentes, não foi tão feliz quanto o garotinho. Ele foi
mordido por uma de suas próprias cascavéis no meio de seu sermão. Embora o
Pastor Brown tenha continuado a pregar, ele logo caiu no palco da igreja. A
congregação se reuniu em volta dele — orando e usando um ventilador para
reanimá-lo — mas Brown morreu em poucos minutos.
Brown, de 34 anos, era conhecido em todo o sudeste do Apalache pela
habilidade de lidar com serpentes desde que ele tinha 17 anos. Ele também se
tornara conhecido por ter sobrevivido a 22 mordidas anteriores.
O Pastor Brown deixou cinco crianças órfãs — sua esposa Melinda havia
morrido devido à mordida de uma serpente durante um culto de reavivamento em 1995. — Extraído de The Birmingham News, 10/6/98.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para
a História
A serpente do Jardim do Éden ainda hoje está viva e passa bem. Em 1 Pedro
5:8, lemos: “O inimigo de
vocês, o diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para
devorar.” Satanás deseja sua alma. E ele fica feliz em ter acesso ao seu
coração através de algum método que você permitir — filmes obscenos,
feitiçaria, músicas sensuais, drogas — ele o destruirá da
maneira que puder. Brinque com ele e o jogo se tornará fatal.
A história de Saul ilustra as conseqüências de brincar com Satanás. O que
parecia pequenas concessões finalmente exigiu sua alma.
Existem algumas áreas em sua vida em que você está permitindo que Satanás
tenha acesso a sua mente e alma? Se existem, considere cuidadosamente as
lições que podemos aprender da vida de Saul.
Aplicando
a História (Para Professores)
A história de Saul é
um caso típico do que acontece quando um cristão dedicado coloca os
interesses egoístas acima da obediência a Deus. Recapitule os pontos
de destaque da história de Saul, depois facilite uma discussão fazendo as
seguintes perguntas:
Que estratégia Satanás usou para derrubar Saul? Que métodos semelhantes ele
usa hoje? Em que área você acha que os adolescentes são mais vulneráveis aos
ataques de Satanás?
Depois de discutir essas questões
sobre os métodos de Satanás, conduza os alunos a um estudo bíblico sobre a
obra que Satanás está realizando hoje.
Uma sugestão é pedir que os alunos localizem alguns dos nomes contidos na
Bíblia para designar Satanás: acusador (Apocalipse 12:10), tentador (Mateus
4:3, VARA), inimigo (1 Pedro 5:8), mentiroso (João 8:44), e maligno (1 João
5:19). É importante enfatizar que Cristo veio para destruir a obra de Satanás
(1 João 3:8), que Cristo tem supremacia sobre o diabo (Colossenses 1:18), e
que o poder de Cristo manifestado através do Espírito Santo é maior do que o
mal (1 João 4:4).
Outra coisa para explorar com os alunos nesta
lição são os sintomas da doença mental de Saul.
Alguns profissionais da área de saúde sugerem que há cinco categorias
básicas de distúrbio psicológico: distúrbios relacionados à ansiedade,
distúrbios no humor, distúrbios de personalidade, distúrbios dissociativos
(envolvendo falhas ou lapsos de memória, consciência, identidade e/ou
percepção), e esquizofrenia. Aprofunde seu conhecimento a respeito desses
distúrbios e descreva-os para seus alunos. Em seguida, encontre exemplos da
vida de Saul que ilustram alguns desses transtornos mentais. Discuta como
todos nós somos seres espirituais, emocionais, físicos e mentais. Para que
desfrutemos vida ideal devemos ser equilibrados e saudáveis em todas essas
esferas.
Recapitule o trágico fim da vida de
Saul.
Discuta como as coisas poderiam ter sido diferentes. Peça que os
alunos apresentem sua opinião a respeito, se houve ou não um acontecimento
principal na vida de Saul que determinou sua ruína (se sim, qual foi?); ou a
perdição de Saul foi a soma de várias pequenas concessões?
Apresentando
o Contexto e o Cenório
Use as informações a seguir
para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias
palavras.
Cada capítulo no texto separado oferece ricos vislumbres bíblicos
dignos de aprofundamento. Eis um pequeno pano de fundo de cada capítulo que
você pode usar para aprofundar o assunto.
1 Samuel 15
Por que Deus insistiu tanto para que o rei Agague e todos os amalequitas fossem destruídos? Saul compreendeu o
significado de sua falha em obedecer a Deus? É útil entender que os
amalequitas eram terroristas guerrilheiros. Eles viviam de atacar outras
nações e saquear suas riquezas e famílias. Eles foram os primeiros a atacar
os israelitas quando o povo de Deus entrou na Terra Prometida. Eles
continuaram a atacar os israelitas regularmente. Por isso, Deus sabia que
enquanto os amalequitas estivessem por perto, os israelitas nunca viveriam
sem temor. Além disso, a adoração de ídolos e a religião corrupta que os
amalequitas praticavam ameaçavam o relacionamento de Israel com Deus. A única
salvaguarda contra essa nação hostil era sua destruição total. 1 Samuel 28
O Lord Byron disse da narrativa da feiticeira de Endor: “Sempre achei que
essa é a cena de feitiçaria mais perfeita que já foi escrita ou imaginada, e
você concordará comigo se considerar todas as circunstâncias dos personagens
envolvidos, junto com a gravidade, naturalidade e densidade da linguagem. Ela
supera todas as cenas de fantasmas que eu já li.” — Citado em Ali the Women of the Bibie, pág.
190. Sem sombra de dúvida, é uma história que prende a atenção.
A feitiçaria era uma prática que os israelitas assimilaram dos habitantes
originais de Canaã. No Antigo Testamento, a prática das “artes negras” era
rigorosamente proibida (ver Êxodo 22:18 e Levítico 20:27) sob pena de morte.
O Novo Testamento fala de “sedutores”, “espíritos sedutores”, “espíritos
imundos, operando milagres”, todos eles associados com as obras de Satanás.
1 Samuel 31
É interessante notar que Saul enfrentou a morte da mesma maneira que
viveu sua vida — ele tomou o assunto em suas próprias mãos. Ele agiu separado
do conselho de Deus. Algumas vezes as pessoas planejam firmar seu
relacionamento com Deus no leito de morte, tentando garantir no último minuto
sua entrada no Céu, procurando assim corrigir uma vida inteira de tolerância
do pecado. A realidade é que, quando perto da morte, reagiremos da mesma
maneira com Deus como temos feito ao longo da vida. Desafie os alunos ao
dizer: “Como você deseja enfrentar a morte? É assim que você deve enfrentar a
vida hoje.”
Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Ensinando e Aprendendo
Uma maneira eficaz de aumentar o aprendizado é encorajar os alunos a
ensinarem eles mesmos a matéria. Ao explicar conceitos e lições para os
outros, o professor se torna o aluno mais comprometido.
Para colocar essa dica em prática, peça na semana anterior que os alunos
venham
1 preparados para ensinar algum
ponto da história da semana seguinte. Por exemplo, um aluno pode ensinar uma
breve lição
da história sobre os amalequitas. A outro aluno pode ser pedido que faça uma
breve apresentação da geografia das batalhas mencionadas em 1 Samuel 15, 28 e 31. Naturalmente, todos os
alunos aprenderão com as apresentações dos companheiros, mas os “professores”
aprenderão mais!
III. ENCERRAMENTO
Atividade
Traga um rádio e explique como ele pode prover entretenimento, música,
notícias, informações sobre o clima, e assim por diante — apenas sintonizando
diferentes freqüências. A transmissão que você recebe depende totalmente da
estação em que você está sintonizado. Se você não está familiarizado com as
opções disponíveis, então tem que examinar as estações para encontrar o que
prefere. Algumas opções são melhores do que outras.
Pergunte à classe como o rádio é semelhante à orientação. Explique que há
muitos impostores espirituais clamando por sua atenção. Em que nos
sintonizamos faz toda a diferença na vida espiritual.
Sumário
Apresente os pensamentos a seguir em suas
próprias palavras:
Muitos jovens estão seguindo o exemplo de Saul e recebendo orientação
espiritual falsa. Conseqüentemente, a alma deles está em perigo. Para
concluir, leia Deuteronômio 18:9-15 como um desafio para sintonizar a voz de
Deus. Convide os alunos a experimentar a aventura da obediência radical a
Deus. Quando eles assumirem esse tipo de compromisso para com Deus, todas as
questões que esta lição trata (como depressão, egoísmo, relações com o
ocultismo, saúde mental, etc.) serão dirigidas pela forte mão de Deus. Só
então uma pessoa poderá experimentar a vida mais abundante em Cristo.
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