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História Bíblica: Números 11, 12; Levítico 10:1-11.
Referências e comentários: Patriarcas e Profetas, capítulos 33 e 31.

PREPARANDO-SE PARA ENSINAR
I. SINOPSE
Esta lição se centraliza em Números 12 – a
história da inveja que Arão e Miriã sentiram
de Moisés, seu ataque a Zípora, esposa de
Moisés, e a subsequente defesa de Deus em favor
de Moisés e o castigo de Miriã. Os alunos
devem ser encorajados a pensar sobre o papel
dos líderes e como eles reagem àqueles em posição
de liderança, especialmente se eles têm
sentimentos de inveja ou ressentimento.
A lição do aluno não se concentra diretamente
em Números 11, que relata a história
da reclamação dos israelitas sobre o maná e o
fato de Deus ter enviado codornizes para eles
comerem. No entanto, essa história pode ser
relembrada na classe da Escola Sabatina como
um pano de fundo útil para Números 12. Ela
ilustra vividamente as pressões que Moisés
enfrentou como líder e os desafi os de sua função.
Os líderes que fazem a obra de Deus precisam
de nosso encorajamento e apoio. Uma
olhada mais cuidadosa às funções de Miriã e
Arão entre os fi lhos de Israel nos lembra de
que cada um de nós é chamado por Deus para
um trabalho especial. Em vez de sentir inveja
daqueles que estão em posição de destaque,
devemos procurar descobrir que papel Deus
deseja que desempenhemos em Sua obra.
Esta lição faz referência também a outra
situação de liderança. Nadabe e Abiú eram os
mais próximos a Moisés e Arão, em questão de
comando. Eles haviam desfrutado uma liderança
especial. Mas seu pecado não foi sentir inveja
de Moisés; eles caíram na armadilha de Satanás:
a falta de disciplina e reverência – questões
que estavam ligadas ao texto de Números 11.
Como a lição faz referência a várias questões,
como professor, peça que o Espírito Santo
o oriente a escolher e enfatizar os assuntos
mais necessários para os alunos.

OBJETIVOS PARA TUA CLASSE ALCANÇAR:
• Saber por que Arão e Miriã se queixaram
de Moisés, e como Deus reagiu. (Saber)
• Ser empáticos com os personagens da
história e relacionar os sentimentos deles
com sua própria experiência de vida
ao lidar com sentimentos de inveja e
ciúmes. (Sentir)

• Animar os líderes e descobrir seu próprio
papel na obra de Deus. (Reagir)


Itens para o professor explorar durante este estudo em classe (ou pais em casa):
• Liderança
• Inveja
• Propósito
• Significado do abuso
• Hábitos, bons e maus


ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada
O Que Você Acha? Depois que eles
tiverem concluído a atividade, discuta suas
respostas.
Peça que cada pessoa conte sobre alguma
vez em que sentiu ciúmes ou inveja de
alguém e explique como lidou com isso (se
a classe for grande, faça a atividade em pequenos
grupos). E o contrário? Tem alguém
que tem sido ou foi objeto de ciúme de outra
pessoa? Como a pessoa lidou com isso?
Ilustração
Conte esta ilustração com suas próprias
palavras:
Há uma famosa história de dois homens
que estavam confinados a camas de um quarto
de hospital. Cada dia ambos ficavam deitados,
sem nada para ver, exceto as quatro
paredes. A cama de um dos homens era próxima
à janela, e todo dia lhe era permitido
ficar sentado por uma hora. Enquanto olhava
para fora, ele descrevia para o outro homem
as coisas que via através daquela janela.
No princípio, o homem na outra cama
gostava de ouvir sobre a mudança de cor das
folhas no parque abaixo, sobre os desfiles que
passavam na rua, sobre as crianças brincando
no playground. Mas depois de um tempo,

ele começou a se ressentir de seu colega de
quarto. Por que ele pode olhar para fora da
janela, enquanto tudo o que consigo fazer é
ficar deitado, contemplando o teto?, ele se
perguntava. Embora as belas descrições que
o outro homem fazia do mundo continuassem,
o homem cuja cama ficava afastada da
janela deixou de apreciar ouvir. Inveja e ressentimento
consumiam seus pensamentos.
Uma noite, o homem perto da janela acordou
tossindo e com falta de ar. Sua tosse também
acordou o homem da cama próxima. Ele
pôde ver seu vizinho tentando em vão alcançar
o botão para chamar a enfermeira, mas ele
estava em tamanha agonia que não conseguia
alcançar o botão. O homem cheio de amargura
e ressentimento observava. Seu próprio botão
estava bem perto do seu alcance. Tudo em
que ele conseguia pensar era: Se ele morrer,
talvez eu consiga ficar na sua cama.
Certamente, o homem que ficava perto da
janela morreu antes que fosse capaz de pedir
ajuda. O corpo foi removido, e tão logo
quanto foi possível, o outro homem pediu
para ser colocado na cama perto da janela.
Finalmente, ele conseguiria ter aquela maravilhosa
vista do mundo exterior que lhe havia
sido negada por tanto tempo!
Ele se esforçou para sentar e olhar por um
longo tempo – apenas para descobrir que a
janela ficava em frente a uma parede branca
de tijolos.


II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História
Apresente o texto a seguir em suas próprias
palavras:
O povo de Deus, os filhos de Israel, estava
peregrinando no deserto. Não era fácil liderar
aquele grupo. Primeiro, eles reclamaram para
seu líder, Moisés, que eles não tinham o que
comer. Então Deus providenciou o milagroso
maná – e agora eles estavam cansados dele.
Deus respondeu enviando codornizes. E os israelitas comeram tanto que ficaram doentes!
Moisés mal terminou de lidar com essa
crise quando enfrentou um problema ainda
maior – crítica e ressentimento dentro de sua
própria família. Seu irmão e sua irmã, Arão
e Miriã, ficaram com inveja da posição de liderança
de Moisés, e fizeram da esposa de
Moisés a vítima de sua ira.


Aplicando a História (Para Professores ou pais em culto familiar):

Se prestarmos atenção à história que precede
esta, em Números 11, sob que tipo de
pressão você acha que Moisés esteve nessa
situação? Que desafios ele enfrentou ao liderar
os israelitas?
Como você acha que os diferentes personagens
nesta história se sentiram quando esses
eventos aconteceram?
Atividade: Escolha quatro alunos, dois
rapazes e duas moças, para representar as
partes de Moisés, Arão, Miriã e Zípora. Entreviste
cada um deles e pergunte como eles
foram afetados por esses acontecimentos.
O que você acha que cada pessoa aprendeu
com essa experiência?
Use Levítico 10:1-11 e o capítulo 31 de
Patriarcas e Profetas como textos que ensinam
a tratar com diferentes problemas de
liderança, além da inveja.


Apresentando o Contexto e o Cenário:
Desde que os israelitas deixaram o Egito,
eles não tinham feito outra coisa senão criar
problemas para Moisés. Eles reclamaram
quando estavam com fome e com sede (Êxodo
15 e 16) e Deus respondeu tirando água da
rocha e enviando maná do céu. Então eles reclamaram do maná – eles queriam um tipo de
alimento mais exótico, que incluía carne! Deus
respondeu enviando codornizes (Números 11).
Tão logo Moisés virou as costas, quando
estava no Monte Sinai conversando com
Deus, os israelitas voltaram a praticar a idolatria
que eles haviam aprendido no Egito,
convencendo Arão a fazer um bezerro de
ouro para que eles adorassem (Êxodo 32).
Em muitas ocasiões, eles realmente desejaram
voltar para o Egito como escravos, em
vez de ser livres (Êxodo 14:11, 12; 16:3;
17:3; Números 11:4-6; 14:1-3).
Para Moisés, um homem que não havia desejado
ser o líder do povo de Israel, o estresse
de lidar com essas pessoas deve ter sido intenso.
O desgosto realmente se manifestou quando sua
própria família foi atingida. Contudo, foi nesse
momento que Deus preferiu confirmar a liderança
de Moisés (Números 12:5-9). A fidelidade de
Moisés; sua habilidade para ser humilde e aberto
à direção de Deus, foram as qualidades que o
diferenciaram do restante de Israel e até mesmo
de seus próprios irmãos. Moisés não foi escolhido
porque era o mais esperto, o mais forte, ou o
mais articulado. Ele foi escolhido porque permitiu
que Deus dirigisse, e como resultado Moisés
foi capaz de se tornar líder também.
O Senhor deu instruções a Moisés para
ensinar o povo a observar e celebrar a Festa
dos Tabernáculos (Levítico 23:33-43). A última
colheita do ano ocorria no outono, antes
do começo da estação chuvosa, e marcava o
início de um novo ano agrícola (décimo quinto
dia do sétimo mês). Nessa ocasião, os últimos
grãos e frutos maduros eram reunidos
e estocados. O evento do sétimo dia também
era conhecido como a Festa da Colheita e
era simbolizado pela construção de barracas
decoradas com folhagens para os colhedores.
O festival foi incorporado à tradição israelita
como uma comemoração das vagueações pelo
deserto. – Extraído do Comentário Bíblico.
Sempre que chegava o tempo de colheita,
os israelitas paravam para comemorar como Deus sempre havia cuidado deles, providenciando
alimento para seu sustento – mesmo
quando eles não o apreciaram.


III. ENCERRAMENTO
Atividade
Encerre com uma atividade e questione
em suas próprias palavras.
Peça que os alunos reflitam novamente
sobre os quatro personagens principais desta
história: Moisés, Arão, Miriã e Zípora. Com
quem eles estão mais relacionados? São mais
parecidos com Moisés – fazendo o que eles
consideram certo e sendo atacados por isso?
Eles estão mais relacionados com Arão e Miriã
– com inveja daqueles que parecem ter
mais dons e privilégios. Ou eles se sentem
como Zípora – uma inocente espectadora que
foi atacada por causa da inveja e do ressentimento
de outra pessoa?
Diga: Qualquer que seja a pessoa com
quem você se identifique nesta história, Deus
Se preocupa com você. Ele tem um lugar especial
para você em Sua obra, e Ele o ajudará
a descobri-lo.

ReSUmo:::::::
Miriã e Arão ficaram com inveja dos dons
especiais e da posição que Deus deu a Moisés.
Em sua inveja e ressentimento, eles atacaram
não apenas a Moisés, mas também a sua
esposa Zípora, criticando-a por causa de sua linhagem. Nem Moisés nem Zípora responderam;
em vez disso, o próprio Deus disse a
Arão e Miriã que Ele havia escolhido Moisés
para uma tarefa especial.
Mesmo que não possamos ouvir vozes audíveis
do Céu nos defendendo, se somos seguidores
de Jesus, então podemos saber que Ele
nos escolheu e somos especiais para Ele. Não
precisamos nos defender da inveja e do ressentimento
de outras pessoas; nem precisamos ficar
com inveja daqueles que parecem ter uma
função melhor ou mais especial. Cada um de
nós é único aos olhos de Deus e Ele ama infinitamente
cada um de nós.

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha:
Encenações, como a sugerida na seção
Aplicando a História desta semana,
podem ser interessantes. Uma boa maneira
para preparar os alunos para uma encenação
como essa é dividir a classe em
quatro grupos e escolher um personagem
para cada grupo. Permita que os grupos
discutam a história e o personagem em
particular. Depois, peça-lhes para escolher
um voluntário de cada grupo para
fazer a encenação, baseando-se na caracterização
feita pelo grupo. Dessa maneira,
todos podem contribuir, e as pessoas que
participarem da encenação não se sentirão
responsáveis em idealizar tudo sozinhas.

A leitura correspondente a esta lição é Patriarcas e Profetas, capítulos 33 e 31.