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PREPARANDO-SE PARA ENSINAR (13ad)

I. SINOPSE

A viagem dos israelitas através do deserto assumiu um formato diferente após a rebelião de Coré. Deus ainda estava sofrendo com esse triste episódio, mas o que mais entristecia Seu coração era o constante desejo do Seu povo de retornar ao Egito, o lugar onde haviam sido escravizados e trabalhado como animais. O fato de que eles pudessem escolher um destino desses ao invés da liberdade que Ele lhes oferecia, através da fé em Seu cuidado, foi para Deus como um “tapa na cara”.
Como conseqüência da rebelião, a festa da Páscoa havia sido suspensa, a circuncisão havia sido interrompida, e todos esses pronunciamentos vieram de Deus. Mas, se alguém acha que os israelitas deixaram sua desobediência após verem quanto magoaram a Deus, está muito enganado. Eles não apenas continuaram reclamando, mas parecem ter afetado Moisés e Arão com suas queixas, os quais ficaram muito zangados. Quando Deus disse para Moisés falar com a rocha para que dela fluísse água para saciar a sede do povo, Moisés bateu na rocha em declarada desobediência Deus — um ato que custou a ele e a Arão a oportunidade de entrar na Terra Prometida.
Mas a história não pára por aí. A falta de fé das pessoas em Deus quando o rei de Edom lhes negou passagem pelo território significou que elas teriam que fazer uma rota circular para a terra prometida, a qual elas não desejavam fazer.
Durante a longa jornada, começaram novamente a reclamar de que Deus estava falhando em cuidar deles. Dessa vez, Deus permitiu que serpentes venenosas aparecessem entre eles e os matassem. Mas, num ato de suprema graça, que prenunciou a cruz, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e a pusesse num mastro, declarando que todos que olhassem para essa serpente viveriam. Não havia poder na serpente do mastro. Porém, quando pela fé em Deus eles olhavam para a serpente — e quando pela fé olhamos para Jesus Cristo hoje — um poder que cura flui de Deus para o mais humilde pecador. Louvado seja Deus por isso!

OBJETIVOS
• Perceber que a desobediência magoa o coração de Deus. (Saber)
• Experimentar um desejo de confiar em Deus, mesmo quando a situação fica difícil. (Sentir)
• Pedir para Deus lhes mostrar como usar o dom da fé que Ele colocou dentro deles. (Reagir)

III. PARA EXPLORAR
• Raiva
• Graça
• Egoísmo
• Calvário

ENSINANDO

I. INICIANDO

Atividade
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que eles tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.
Peça para os alunos compartilharem suas respostas com a classe.
Peça-lhes para compartilharem algumas das viagens mais difíceis que eles já fizeram. Após passar tempo suficiente nesse bate-papo, apresente a idéia de que um dos desafios de qualquer jornada longa é a possibilidade de ocorrerem coisas inesperadas — tempestades que atrasam vôos, ônibus que quebram, trens que ficam sem energia enquanto você fica “derretendo” com o calor, etc. Pergunte se, nesses momentos, não é normal almejar o lar, mesmo que este não seja o melhor lugar do mundo.
Expresse a idéia de que, para os israelitas, o lar no Egito não era o melhor lugar. De fato, eles eram escravos lá. Quando nos deparamos com o desconhecido, é natural reclamar e almejar aquilo que conhecemos. Porém, há um ponto importantíssimo que merece ser considerado quanto à jornada deles: Não foi algo que eles simplesmente decidiram fazer; Deus ouviu seu clamor no Egito e os libertou. Quando Deus nos leva numa jornada, precisamos nos lembrar de confiar nEle.

Ilustração
Conte esta ilustração com suas proprias palavras:  
Conta-se uma velha história de um idoso mestre e seu aluno. Certo dia, o aluno se aproxima do mestre e indaga: “Mestre, estou tentando encontrar o sucesso. Onde posso encontrá-lo?”
O mestre ouve incredulamente, aponta para uma estrada distante e declara: “Lá. O sucesso está bem ali”. O jovem agradece ao mestre e parte rapidamente em busca do sucesso.
Enquanto viaja na estrada rumo ao sucesso, porém, chega a uma certa altura onde uma grande pedra cai em sua cabeça, chegando quase a esmagá-lo. Ele volta correndo para o mestre e diz: “Mestre, não estou vendo o sucesso em lugar nenhum. Uma pedra me atingiu e quase espatifou meus miolos. Você tem certeza de que é lá mesmo?”
“Sim, meu filho”, entoa o idoso homem. “Tente de novo.”
O jovem se põe a viajar novamente, apenas para chegar na mesma altura da jornada onde a mesma pedra espatifa de novo, esmagando-o. Machucado e arranhado, o jovem, visivelmente mancando, volta para o mestre.
“Mestre, você mentiu para mim”, declara. “O sucesso não está lá.”
O mestre ouve por um instante e, então, coloca o braço em torno dos ombros de seu discípulo. “Filho”, ele diz, “o sucesso está lá, bem naquela rua, depois da pedra!”
Na estrada da vida, os desapontamentos virão, mas o sucesso geralmente está além das pedras da vida. Do povo que deixou o Egito rumo a Canaã, estimado em dois milhões de pessoas, apenas duas pessoas conseguiram chegar à Terra Prometida — as duas que perseveraram na jornada e passaram por todas as pedras.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Uma Ponte Para a História
Apresente o texto a seguir em suas próprias palavras:
Deus sabe que temos necessidades. Jesus disse aos discípulos: “Por isso Eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?” Mateus 6:25 e 26.
A grande questão na vida cristã é a mesma de quando Israel estava indo para casa: Confiaremos que Deus nos levará até lá, atenderá às nossas necessidades durante o caminho e Se revelará a nós? Ou blasfemaremos contra Deus e O culparemos injustamente? Essa é a decisão da vida do cristão — uma decisão de fé.

Aplicando a História (Para Professores)
Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguin em suas próprias palavras; para discutir com eles.
Peça para os alunos compartilharem suas respostas com a classe. Depois que eles tiverem feito isso, peça que explorem o assunto da maravilhosa graça de Deus. Divida a classe em grupos de dois. Designe para cada grupo um texto de cada coluna. Peça que os grupos consultem ambos os textos e compartilhe  o que cada um diz sobre a necessidade de um Salvador para a humanidade e o que Deus fez para nos ajudar.

Nossa Necessidade
• Romanos 5:12
• Isafas 64:6
• Romanos 3:23
• I João 1:8

Providência Divina
• lsaías 53:12
• Hebreus 2:9
• Lucas 19:10
• Hebreus 7:25

Apresente a idéia de que, no deserto, os israelitas experimentaram muito mais a graça do que o castigo de Deus. Nunca é da vontade de Deus que pereçamos, mas que todos nos arrependamos e voltemos para Ele (II Pedro 3:9).

Apresentando o Contexto e o Cenário
Use as informações a seguir para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.
1. “Moisés levantou a mão, bateu na rocha duas vezes com o bastão, e saiu muita água. E o povo e os animais beberam.” Números 20:11. Por causa do ato de bater na rocha, Moisés foi proibido de entrar na Terra Prometida. Que punição para um único ato de desobediência! Muitos questionam por que Deus foi tão duro com Moisés, considerando que Moisés suportara tanta coisa nas mãos de um povo teimoso. Com certeza, Deus poderia ter lhe dado uma folga.
Além do argumento óbvio de que Moisés era líder do povo e, portanto, exigia-se mais dele, Moisés demonstrou certa falta de fé em Deus num momento crucial. “Mais do que isto”, escreve Elien White, “Moisés e Arão tinham assumido poder que apenas pertence a Deus.” — Patriarcas e Profetas, pág. 418.
2. Um dos testes de um verdadeiro líder é o que eles fazem quando cometem um erro, quando fazem uma trapalhada. Moisés não fez esforço algum para esconder sua sentença do povo. Ele disse ao povo quanto havia implorado perdão. Embora Deus lhe perdoasse, sim, do pecado, Ele não o dispensou da punição. Moisés disse ao povo: “Mas por causa de vocês o Senhor estava irado comigo e não atendeu o meu pedido. Pelo contrário, Ele disse: ‘Chega! Não fale mais nisso!” Deuteronômio 3:26.
3. Em Números 20:14-21, os edomitas podem ser vistos complicando a marcha de Israel para a Terra Prometida. Eles se recusaram a permitir a passagem dos israelitas pelo seu território. O estranho nessa história é o fato de que os edomitas eram descendentes de Esaú, o irmão gêmeo de Jacó, de quem descendiam os israelitas. Esses dois grupos tinham muito em comum. Eles eram irmãos. Porém, velhas feridas demoram a cicatrizar. Foi Jacó quem roubou a bênção de seu irmão e defraudou-o de seu direito de primogenitura. Embora Esaú tenha perdoado Jacó, seus descentes jamais perdoaram. Havia uma “paz” tensa entre esses dois grupos; mas Ellen White menciona que, se os israelitas não tivessem reclamado no deserto, Deus teria dado um jeito de fazê-los passar por Edom até Canaã, que era bem perto dali (Patriarcas e Profetas, capítulo 38, sexto e sétimo parágrafos).
4. Considere esta passagem: “No terceiro ano do reinado de Oséias, filho de Elá, como rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, se tornou rei de Judá. Quando isso aconteceu, Ezequias tinha vinte e cinco anos de idade. Ele governou vinte e nove anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Abia e era filha de Zacarias. Seguindo o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, Ezequias fez aquilo que agrada a Deus, o Senhor. Ele destruiu os lugares pagãos de adoração, quebrou as colunas do deus Baal e derrubou o Poste-ídolo. Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela.” II Reis 18:1-4.
Por que Israel ainda estava adorando a serpente que Moisés fizera para eles no deserto? Eles ainda não haviam entendido o fato de que o poder para curar residia em Deus. Em vez disso, fizeram um ídolo de Sua providência. Será que nós não fazemos a mesma coisa?

III. ENCERRAMENTO

Atividade
Encerre com uma atividade e questione em suas próprias palavras.
Selecione uma música favorita da classe, que fale sobre colocar a confiança em Deus. Toque essa música para finalizar o momento de estudo e, então, peça para que um voluntário ore, pedindo que Deus ajude todos a confiarem plenamente nEle.

Resumo
Há algumas pessoas que alegam que não existe graça divina no Antigo Testamento. Dizem que é um registro de pessoas teimosas sendo reprimidas por um Deus zangado. A lição desta semana declara categoricamente que não é bem assim.
Por direito, Deus poderia ter exterminado todos os israelitas no deserto, e ninguém poderia ter discutido com Ele, pois a penalidade para o pecado é a morte (ver Romanos 6:23). Ele até mesmo Se ofereceu para fazer isso, mas Moisés pleiteou com Ele várias vezes, fazendo com que Deus amenizasse Sua punição contra Seu povo. Quando eles estavam com fome, Ele os alimentou. Quando estavam com sede, deu-lhes de beber.
Quando eles se recusaram a obedecer-Lhe, Ele enviou pragas entre eles. Mas, em todos os casos, Deus as impediu de dizimarem Israel completamente. Ele até mesmo prenunciou o Calvário e o ato de amor que Jesus realizaria pelos pecados do mundo. Esse é o poder da maravilhosa graça de Deus.
É essa graça que nos leva ao arrependimento, que deve nos levar a colocar toda a nossa confiança nEle, pois Ele cuida de nós (ver I Pedro 5:7).

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Um dos recursos que você tem como professor dos adolescentes é a vida cristã
e a experiência dos membros mais velhos da igreja. Pode-se pedir a eles que com partilhem experiências do seu passado ou entrevistá-los sobre vários aspectos de sua jornada cristã. E não se esqueça de incluir o pastor em sua lista de recursos. No estudo desta lição, há distintamente a possibilidade de que os alunos fiquem tão envolvidos com as ações insanas dos israelitas e com as respostas de Deus para eles que nao percebam a crise que está ocorrendo no rei acionamento entre Deus e Seu povo.
Quem sabe valeria a pena trazer um casal (esposo e esposa) a classe e deixá-los usar cinco minutos para compartilhar o que eles fazem para manter seu relacionamento forte e cristão.
Em todo relacionamento, existem altos e baixos, e foi esse o caso do relacionamento de Israel com Deus no deserto. Eles ainda estavam se conhecendo, após centenas de anos de separação no Egito.