SINOPSE
A atmosfera perfeita do Éden proporcionava
a Adão e Eva uma vida abundante. Contudo,
toda boa qualidade (sabedoria, beleza,
infl uência) que Lúcifer possuía no Céu tornou-
se uma ferramenta para o obscuro propósito
de sua existência egoísta. A Árvore do
Conhecimento do Bem e do Mal era o único
lugar em que foi permitido Satanás interagir
com Adão e Eva – mas foi o suficiente. O enganador
induziu Eva não apenas a duvidar da
palavra de Deus, mas a desconfi ar de Seus
motivos. Satanás tentou Eva a suspeitar de
que Deus os proibira de comer porque Ele não
queria que eles se tornassem como Ele. Eva
engoliu a isca, e Adão simplesmente amava
Eva mais do que confi ava em Deus.
Quando a voz de Deus foi ouvida no jardim,
Sua pergunta foi: “Onde vocês estão?”
Perdidos. Escondidos. Arruinados. Com
medo da face de Deus. Eles tentaram justifi
car seu comportamento ou culpar o outro.
O orgulho leva à autopreservação. Mas o altruísmo
de Deus levou à solução para o problema.
Havia apenas um meio pelo qual a
humanidade caída poderia ser restaurada, e
era que alguém pagasse o salário do pecado.
Romanos 6:23 diz que “o salário do pecado
é a morte”, e Hebreus ecoa a lei imutável da
vida: “sem derramamento de sangue, não há
perdão”. Hebreus 9:22. Descrevendo essa regra,
Paulo diz que, como um homem fez com
que o pecado entrasse no mundo, então o preço
deveria ser pago por um sacrifício perfeito
(Romanos 5:17-20). Apenas uma pessoa no
Universo poderia pagar esse preço – o próprio
Criador. No jardim, Deus revelou o futuro
para Adão e Eva, bem como uma promessa
sobre a extinção de Satanás.
II. OBJETIVOS
Os alunos deverão:
• Entender a importância dos acontecimentos
que ocorreram no Jardim do
Éden. (Saber)
• Experimentar o amor duradouro que levou
Deus a restaurar pessoalmente a humanidade
caída. (Sentir)
• Ter oportunidade de aceitar completamente
a provisão de graça de Deus e rejeitar o
pecado e as mentiras com as quais Satanás
seduz a humanidade. (Reagir)
III. PARA EXPLORAR
• Tentação (como lidar com ela)
• Obediência
• Grande Conflito
ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada
O Que Você Acha? Depois que eles
tiverem concluído a atividade, discuta suas
respostas.
Ilustração
Conte esta ilustração com suas próprias
palavras:
Cody cresceu numa pequena cidade com
amigos que tocavam música e competiam
num time de beisebol. Quando Cody fez 16
anos, começou a se interessar por carros, enquanto
seu grupo de melhores amigos parecia
não partilhar do mesmo interesse. Morty, um
dos meninos mais velhos da escola, convidou
Cody para participar das aulas de mecânica
com ele. Cody ia até a casa de Morty e lá eles
trabalhavam juntos num carro. Cody saiu do
time de beisebol e da banda e começou a gastar
todo seu tempo com Morty e seus amigos.
Certo dia, enquanto Cody estava passando
um tempo na casa de Morty, duas viaturas de
polícia encostaram e prenderam Morty e seus
amigos. Cody estava sozinho no quintal, segurando
uma chave inglesa cheia de graxa. A caminho
de casa, ele ia se lembrando da distância
que se criara entre ele e seus velhos amigos.
No dia seguinte, o jornal noticiou que
Morty e seus amigos haviam sido condenados
por omissão de socorro em um acidente, bem
como por posse de equipamentos roubados.
Cody mal podia olhar nos olhos de seus
amigos e sempre os evitava na escola. Certa
vez, no horário da aula de mecânica, lá estava
ele sozinho com o professor quando o sinal
tocou, a porta da oficina se abriu bruscamente
e seis alunos entraram correndo segurando
fichas para o professor assinar. Eram os antigos
amigos de Cody, que cercaram o surpreso
professor, enquanto ele assinava os papéis
que permitiam que os novos alunos participassem
da aula.
A vergonha e o medo que perseguiam
Cody começaram a se desvanecer quando
seus antigos amigos calmamente tomaram
seus lugares em torno da grande mesa da
oficina. Um deles pegou uma chave inglesa
e perguntou ao professor: “E aí, como se
chama essa coisa?” Todos caíram na risada.
Cody, porém, enquanto ria, lutava contra as
lágrimas por ter sido tão tolo.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História
Apresente o texto a seguir em suas próprias
palavras:
Adão e Eva deixaram de confiar na Palavra
de Deus. A tentação de querer ser como Deus
foi tão forte que eles cederam. Sua desobediência
marcou cada pessoa desde a queda com
um relacionamento rompido com o Criador.
Mas Deus veio até eles em sua vergonha e
preparou um meio de redimi-los e restaurálos
– completamente. Com o passar do tempo,
o fruto do pecado amadureceria, mas as
sementes do amor de Deus pela humanidade
também amadureceriam. Colocando a condenação
sobre Seu filho e prometendo um
dia fazer justiça com Lúcifer, Deus cumpriu
Sua promessa de endireitar as coisas. Deus
garante a todos os quem crerem uma chance
de viver com Ele novamente.
Aplicando a História (Para
Professores)
Após ler com seus alunos a seção Aplicando
a História, use as perguntas a seguir,
em suas próprias palavras, para discutir
com eles.
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Existem palavras ou frases nessa história
que são novas para você?
Quem são os personagens principais?
Sublinhe todas as perguntas feitas. O que
há de importante em cada pergunta? Analise
cuidadosamente a forma como Satanás distorce
as palavras.
Que palavras-chave, frases e ações são
cruciais para a mensagem da história? Circule
as palavras-chave e indique por que você acha
que elas são importantes.
Divida a história em pelo menos quatro
cenas e crie um título apropriado para cada
parte da narrativa.
Ao ler essa história, você encontra: alguma
advertência para prestar atenção, um exemplo
a seguir, uma oração a se fazer, uma promessa
a reivindicar, um pecado a confessar, uma
verdade na qual acreditar?
Se você tivesse que escolher três versos
dessa leitura que fossem fundamentais para
compreender o plano da redenção, quais você
escolheria?
Use as passagens a seguir para ensinar
mais sobre a história de hoje: João 3:16 e 17;
Apocalipse 12:10-12; Efésios 2:8 e 9; Romanos
5:8; Isaías 53.
Apresentando o Contexto
e o Cenário
Use as informações a seguir para elucidar
a história para seus alunos. Explique em
suas próprias palavras.
1. A Lei de Deus
Embora não houvesse os “Dez Mandamentos”
no Jardim do Éden, como os conhecemos
hoje, havia uma lei. A mesma lei que Lúcifer
desafiou no Céu existe como fundamento
do reino de Deus. Essa lei trata da completa
lealdade a Deus e o amor altruísta pelos outros.
A palavra usada para “lei” em hebraico
ou Torah, na verdade significa “arremessar a
pedra”. Ela se origina do antigo ato de arremessar
uma pedra quando se viajava à noite
para transpor uma passagem na escuridão.
Quando um viajante chegava a um lugar incerto
da estrada, costumava arremessar uma
pedra na escuridão, procurando ouvir uma
evidência daquilo que ele não podia ver. Se
havia água, ele ouvia uma pancada na água.
Se havia uma árvore, ele ouvia um estalo. Se
ele não ouvia nada, provavelmente era porque
havia um precipício bem à frente. Se ele ouvia
um grito, dava para supor seguramente que
havia alguém na estrada. As regras do reino
de Deus nos informam o caminho certo a seguir.
A Palavra de Deus e Sua lei são confiáveis
(Salmo 19:7).
2. A Tentação
Uma outra característica importante dessa
história é a forma como Satanás distorce as
palavras para tornar seu significado um pouco
diferente. Satanás não se aproximou de Adão
e Eva com honestidade e atacou abertamente
a Deus. Compare as palavras de Deus em
Gênesis 2:16 e 17 com a pergunta de Satanás
em Gênesis 3:1. Eva corrige a serpente, mas é
enganada nos versos 3 e 4 quando a serpente
faz com que ela questione por que Deus teria
feito regras tão rígidas. E assim os motivos de
Deus se tornam suspeitos.
3. A Morte Entra em Cena
A ideia e a realidade da morte foram introduzidas
no Jardim do Éden. A morte não
é apenas um instante em que a pessoa deixa
de existir. A morte, no Antigo Testamento, inclui
a ideia de corrupção e sofrimento, que é
produto de um relacionamento rompido com
Deus. Quando a humanidade e toda a Terra
são apartadas de uma comunhão íntima com
Deus, as coisas se tornam bastante deturpadas.
Adão e Eva se esconderam de Deus,
Caim assassinou seu irmão, Lameque tomou
duas esposas, a Terra foi amaldiçoada e tudo
pareceu ir por água abaixo rapidamente após
a entrada do pecado. A morte é mais do que o
fim da vida – é a ausência de vida abundante.
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4. A Profecia da Mulher, da Semente e
da Serpente
Deus fez uma profecia sobre a mulher e
a serpente. Em Gênesis 3:15, Deus diz: “Porei
inimizade entre você e a mulher, entre
a sua descendência e o descendente dela;
este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o
calcanhar.” Compare essa passagem com
Apocalipse 12:1-11 e note a feroz inimizade
entre ambos no decorrer do tempo. Deus
não profetiza apenas que os filhos de Eva e o
prometido Messias seriam inimigos do Dragão,
mas também que a serpente será derrotada.
Paulo se apegou a essa promessa em
Romanos 16:20 quando escreveu: “Em breve
o Deus da paz esmagará Satanás debaixo
dos pés de vocês. A graça do nosso Senhor
Jesus seja com vocês.” Você pode pedir que
os alunos se reúnam em grupos e analisem
qual a ligação dessas três passagens com o
grande plano da redenção. O mais importante
no que Paulo escreveu é o fato de que
a graça de Deus é realmente o que pode acabar
com o pecado e Satanás para sempre.
III. ENCERRAMENTO
Atividade
Faça o encerramento com uma atividade
e questione em suas próprias palavras.
Traga alguns ímãs e uma variedade de
pregos, parafusos e clipes. Peça que os alunos
verifiquem o que é mais atraído pelo imã.
Peça que eles movimentem o ímã em direção
aos elementos e determinem qual tem mais
tendência à atração e qual resiste mais. O objetivo
do exercício é mostrar que, embora os
pregos não resistam ao ímã, eles têm menos
componentes que são atraídos por ele. Isso
ilustra a forma como a tentação funciona em
nossa vida.
Pergunte: O que existe em sua vida que o
atrai à tentação?
Resumo
Apresente os pensamentos a seguir em
suas próprias palavras:
Toda a história do Éden parece muito distante
da nossa realidade. Mas, ao analisarm qual foi a tentação de Adão e Eva, reconhecemos
que a verdadeira natureza do pecado é
fazer com que as pessoas desconfiem de Deus
e se concentrem em si mesmas. A bagunça
feita no Éden foi terrível, mas a reação de
Deus ao pecado é impressionante. Ellen White
escreveu estas formidáveis palavras sobre o
plano de salvação: “Ele [Cristo] ordenou que
o exército angélico estivesse de acordo com o
plano que Seu pai aceitara, e se alegrasse de
que, pela Sua morte, o homem decaído pudesse
reconciliar-se com Deus. Então alegria,
inexprimível alegria, encheu o Céu. A glória
e bem-aventurança de um mundo remido sobrepujaram
mesmo a angústia e sacrifício do
Príncipe da vida.” – Patriarcas e Profetas, p.
65. Bem além de nossa ruína e pecado está
a perfeita e maravilhosa graça de Deus, que
nos salva.
Ensinando a partir das
seções…
Encaminhe seus alunos às outras seções
da lição.
• Com Outros Olhos
Pergunte a eles de que maneira as citações
da seção Com Outros Olhos transmitem
o objetivo da história nessa lição.
• Flash
Leia a afirmação da seção Flash, ressaltando
que ela provém do comentário
sobre a história desta semana, encontrada
no livro Patriarcas e Profetas. Pergunte
que relação eles veem entre essa afirmação
e o que eles acabaram de discutir na
seção Aplicando a História.
• Versos de Impacto
Ressalte para os alunos os versos listados
na lição que estão relacionados com
a história desta semana. Peça que eles
leiam as passagens e cada um escolha o
verso que fala mais diretamente ao seu coração
hoje. Então, diga-lhes para explicar
por que eles escolheram esse verso.
Ou você poderá determinar as passagens
para que duplas de alunos leiam
em voz alta e depois discutam, a fim
de escolher a passagem mais relevante
para eles.
Dicas Para um Ensino
de Primeira Linha
De certa forma, declarações que nos levam
a “concordar ou discordar” são como
um paradoxo. Paradoxo é um antigo método
de ensino que consiste em fazer uma
declaração audaciosa, que inicialmente
parece uma contradição, mas depois começa
a fazer sentido conforme se pensa
melhor no assunto. Por exemplo, em Mateus
16:25 (NTLH), Jesus diz: “Pois quem
põe os seus próprios interesses em primeiro
lugar nunca terá a vida verdadeira;
mas quem esquece a si mesmo por minha
causa terá a vida verdadeira.” Para entender
essa afirmação, o aluno precisa pensar
cuidadosamente no conteúdo.
A leitura correspondente
a esta lição é Patriarcas e Profetas, capítulos 3 e 4.