História Bíblica: Gênesis 25:19-34; 27.
Comentário: Patriarcas e Profetas, capítulo 16.
SINOPSE
Esta história é o primeiro caso documentado
de roubo de identidade. Na época desta
história, Isaque tinha cerca de 138 anos de
idade. Sabendo que sua vida estava quase no
m, chamou seu lho mais velho, Esaú, a m
de transferir uma bênção para ele. Na cultura
antiga, o lho que nascia primeiro recebia
uma porção dobrada da bênção, porque era
sua responsabilidade cuidar da família após
a morte do pai. Desejando essa bênção, Jacó
tramou com sua mãe, Rebeca, o roubo da
identidade de seu irmão.
Uma série de temas se evidenciam nesta
história, que são particularmente relevantes
para os jovens de hoje. Em primeiro
lugar, há o tema da identidade. Quando
Satanás tentou Jesus no deserto (Mateus
4:1-11), foi nesse ponto que Satanás tentou
enganar Jesus: “Se você é o Filho de
Deus” (versos 3 e 6). Mas Jesus deixou claro
que Ele sabia quem Ele era e não havia
razão para provar isso. Ainda hoje, Satanás
é mestre em roubar identidade espiritual.
É importante que os jovens saibam quem
eles são em Cristo Jesus.
Um outro tema desta história trata do adiamento
da recompensa. Se Jacó tivesse con ado
que Deus cumpriria a promessa do direito
de primogenitura, ele teria se poupado de um
sofrimento imensurável. Lamentavelmente,
ele não conseguiu esperar e, por isso, viveu
de acordo com seu nome: “o enganador”.
Um último tema que está embutido neste
texto trata da questão da integridade. Entre
Jacó e Rebeca, há muito para se discutir
quanto à honestidade e o papel que essa virtude
deve exercer na vida do cristão.
Um meio que talvez você queira usar para
abordar esses temas é através da perspectiva
da dinâmica familiar. Se os alunos acreditam
que suas famílias são desestruturadas, em
vários aspectos elas não são muito diferentes
das famílias de antigamente.
II. OBJETIVOS
Os alunos deverão:
• Aprender o valor do adiamento da recompensa.
(Saber)
• Experimentar a convicção de viver uma
vida de integridade. (Sentir)
• Ser incentivados a moldar seu caráter aos
princípios cristãos nas decisões do dia a
dia. (Reagir)
III. PARA EXPLORAR
• Comportamento (cristão)
• Identidade (pessoal)
• Integridade
ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada
O Que Você Acha? Depois que eles
tiverem concluído a atividade, discuta suas
respostas.
Ilustração
Conte esta ilustração com suas próprias
palavras:
Certos comerciais de TV norte-americanos
retratam bem o roubo de identidade. Uma
senhora está sentada numa cadeira, falando,
com uma voz de homem, sobre seu caminhão
com pneus Daytona, pára-choque com uma
imagem prateada de uma moça nua e dados
felpudos pendurados no retrovisor. Num outro
comercial, aparece um homem apoiado
num cortador de grama, falando com uma
voz feminina sobre suas unhas e gabando-se
de que é a pessoa mais bem vestida em todo
o condomínio.
Roubo de identidade é uma ofensa criminosa.
Ocorre quando uma pessoa usa intencionalmente
e sem autorização um meio de
identificação de outra pessoa com a intenção
de cometer, ajudar ou favorecer qualquer atividade
ilegal, que constitua violação da lei
federal ou crime perante a lei estadual ou local
aplicável. É o crime que mais cresce na
América do Norte. No ano passado, mais de
9,9 milhões de americanos foram vítimas de
roubo de identidade, custando-lhes mais de
5 bilhões de dólares. A cada 79 segundos,
há uma vítima de roubo de identidade na
América do Norte. A tecnologia tem aberto
as portas para o crime de tal forma que os
especialistas preveem que, em alguns anos,
haverá uma enorme crise na nação por roubo
de identidade.
A tragédia do roubo de identidade é que
você pode passar toda a vida construindo sua
reputação, formando uma identidade positiva
e, num único momento, alguém pode surrupiar
sua identidade e destruir seu futuro.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História
A lição de hoje apresenta o primeiro caso
documentado de roubo de identidade. Jacó
roubou a identidade de Esaú, e as consequências
foram graves: perdeu a bênção que
Deus tinha em mente para ele, angustiou-se
por mais de 20 anos por causa do seu pecado
e destruiu uma família que já era bastante
desestruturada.
O diabo adoraria destruir sua identidade
da mesma forma. Para que você não confie
totalmente em Deus, o diabo espera sabotar
sua alma, levando-o a fazer concessões. O
diabo o convida a tomar um atalho em vez
de esperar em Deus. Ele quer que você trapaceie
em vez de ser honesto. Ele tem prazer
em todo tipo de pecado – mesmo que seja
pequeno, pois cada pecadinho corrói sua
identidade como filho de Deus.
Aplicando a História (Para
Professores)
Após ler com seus alunos a seção Aplicando
a História, use as perguntas a seguir
em suas próprias palavras para discutir com
eles.
Leia toda a história e reflita nas lições espirituais
que saltam aos olhos.
Circule as frases da história que são novas
para você.
O que esta história nos ensina sobre integridade?
O que a história nos ensina sobre adiar a
recompensa?
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Além da importância da integridade e de
adiar a recompensa, que outras lições se evidenciam
nesta história?
Quais são as principais emoções da história?
Sublinhe as frases no texto que captam
essas emoções.
Qual é o verso-chave da história? Por quê?
Apresentando o Contexto
e o Cenário
Use as informações a seguir para elucidar
a história para seus alunos. Explique em
suas próprias palavras.
Ao conduzir os alunos através da história
de Jacó e Esaú, talvez seja interessante partilhar
algumas das perspectivas a seguir.
1. O direito de primogenitura era um símbolo
do ato de assumir responsabilidade pelo
bem-estar da família. Mas com a responsabilidade
vinham os privilégios. Por exemplo, o
beneficiário do direito de primogenitura (normalmente
o primogênito) desfrutava a posição
de líder da família e recebia uma “porção
dobrada” da herança (veja Deut. 21:15-17).
Esse direito de primogenitura era obviamente
mais importante para Jacó do que para seu
irmão. É interessante notar que Esaú não foi
o único homem a realizar esse tipo de transação.
Nos anos 20, os arqueologistas descobriram
uma tabuleta na cidade iraquiana
de Nuzi que falava de uma troca semelhante.
Nesse outro caso, porém, o homem pelo
menos recebeu “três ovelhas” em vez de um
prato de ensopado!
2. Embora a transferência do direito de primogenitura
seja estranha para nosso modo de
pensar, Ellen White amplia a ideia da venda
da herança e a inclui em outras áreas da vida.
“Multidões estão a vender seu direito de primogenitura
pela satisfação sensual. A saúde é
sacrificada, as faculdades mentais enfraquecidas,
e perdido o Céu; e tudo por um simples
prazer temporário – condescendência que debilita
e avilta ao mesmo tempo. Assim como
Esaú despertou-se para ver a loucura de sua
permuta precipitada quando era demasiado
tarde para recuperar sua perda, assim será no
dia de Deus para aqueles que houverem trocado
sua herança no Céu pela satisfação egoísta.”
– Patriarcas e Profetas, p. 182.
3. Jacó e Rebeca fizeram de tudo para enganar
Isaque. Esse idoso homem teve todos
os seus sentidos iludidos. Sua visão não era
confiável. Sentiu os braços peludos e deduziu
errado. Sentiu o aroma de terra nas roupas de
Jacó e avaliou mal. Ouviu a voz e se enganou.
Provou o ensopado e pensou que sabia
o que estava comendo, mas seu paladar também
falhou. O engano é do diabo.
4. Pense nas consequências do pecado.
Quem pagou mais caro pela ruína dessa família?
A vida dessa família foi destruída e,
consequentemente, cada membro da família
sofreu várias horas de solidão por causa da separação,
desilusão e vergonha. Rebeca nunca
mais veria seu filho favorito novamente. Jacó
enfrentaria a vida agora sem um pai, uma mãe
e um irmão. Esaú ficaria obcecado com os
amargos sentimentos de vingança. E Isaque
morreria sabendo que havia sido tapeado e
que sua família havia se desmoronado.
III. ENCERRAMENTO
Atividade
Faça o encerramento com uma atividade
e questione, usando suas próprias palavras.
Em grupos de quatro, peça que os alunos
descrevam a “identidade” uns dos outros.
Limite-se a descrições positivas das
qualidades de caráter. Em seguida, faça um
bate-papo, trocando ideias sobre meios específicos
que o diabo pode usar para lesar a
identidade de cada pessoa, tentando-a nessas
áreas. Por fim, discuta meios de resistir às
tentações do diabo.
Resumo
Apresente os pensamentos a seguir em
suas próprias palavras:
Alguns anos atrás, psicólogos conduziram
um experimento conhecido como o
“teste do doce”. Foi dito a uma criança de
quatro anos, sentada a uma mesa onde havia
um doce, que o experimentador teria que
sair temporariamente. Se a criança conseguisse
esperar o experimentador retornar,
ela receberia dois doces. Se ela optasse por
comê-lo imediatamente, ela poderia – mas
não ganharia um outro depois.
O que é mais fascinante nesse estudo é a
correlação entre a capacidade de resistir à tentação
aos quatro anos de idade e os resultados
na vida desses participantes. Uma equipe de
pesquisadores da Universidade de Stanford
estudou as crianças por vários anos. Veja o
relatório final:
“Os que conseguiram esperar aos quatro
anos de idade cresceram e se tornaram mais
competentes socialmente, mais capazes de
lidar com o estresse e menos propensos a
desistir sob pressão do que os que não conseguiram
esperar. Aqueles que não resistiram
ao doce cresceram e se tornaram mais
teimosos e indecisos, mais facilmente abalados
pela frustração e mais ressentidos por
não conseguirem o suficiente. Ainda mais
impressionante foi o fato de que o grupo dos
que resistiram ao doce teve uma pontuação
muito maior no vestibular do que o grupo
que não resistiu!”
Pergunte aos alunos: Esses resultados surpreendem
você? Por quê? Como o seu caráter
pode ser fortalecido se você adiar a recompensa?
Como isso afeta sua identidade?
Lembre os alunos sobre o
plano de leitura, em que eles
estudarão, na série O Grande
Conflito, o comentário
inspirado da Bíblia. A leitura correspondente
a esta lição é Patriarcas e Profetas,
capítulo 16.
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Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Nós costumamos aprender melhor quando experimentamos algo. Por exemplo, uma das
melhores formas de ensinar a adiar a recompensa é convidando os alunos a experimentá-la.
Uma forma de fazer isso é oferecendo três doces (ou uma nota de dinheiro ou qualquer outro
tipo de brinde) para o aluno que quer desfrutar o prêmio imediatamente. Para aqueles que
querem esperar até a próxima semana, prometa um prêmio bem maior, como por exemplo
uma sacola cheia de doces. O aprendizado experimental evidentemente é maior quando há
tempo para refletir e questionar. Nesse caso, pode-se fazer perguntas como estas:
Que fatores você pesou ao tomar essa decisão de pegar o prêmio imediatamente ou
esperar?
Como você se sente tendo escolhido esperar por um prêmio maior?
O que você pode aprender com esse exercício que possa dar fundamento para suas decisões
em questões como alimentação, exercício, sexualidade, etc.?