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SINOPSE - ad 3t 02 07 desob.
Quando um rei pagão viu os israelitas, ficou com medo e enviou mensageiros a Balaão,
para que ele lançasse uma maldição sobrenatural sobre eles. Balaão, no
entanto, fingiu ter grande integridade e lhes disse que nenhuma quantia de
dinheiro o levaria a fazer aquilo. Outrora, Balaão havia sido um homem bom,
até fora um profeta de Deus. Mas se distanciara do Senhor e se rendera à
cobiça e à ganância. Contudo, ele ainda professava ser um servo do Altíssimo.
Balaão conhecia a obra miraculosa de Deus em favor de Israel; e quando os
mensageiros comunicaram sua missão (levá-lo para amaldiçoar Israel), ele
sabia muito bem que seu dever era recusar a recompensa de Balaque e despedir
os embaixadores. Mas ele se aventurou a brincar com a tentação, e insistiu
para que os mensageiros passassem aquela noite com ele, declarando que não
poderia dar uma resposta até que tivesse pedido o conselho do Senhor. No
entanto, lá no íntimo, ele realmente queria o dinheiro, e desafiou a Deus,
fingindo todo o tempo
ser piedoso. O Senhor, naturalmente, sabia das
intenções de Balaão. E o que acontece em seguida é um relato cômico, e ao
mesmo tempo sério, de como o Senhor lida com o homem teimoso. Uma história
que inclui — entre outras coisas — uma jumenta falante. Desta história,
aprendemos como a ganância e a cobiça podem nos deixar cegos para o nosso
verdadeiro caráter.
Quando ensinar a lição, você também pode salientar que maltratar um animal é
pecado. Certifique que os alunos saibam que os animais são inocentes, mas
também sofrem neste mundo de pecado. Devemos tomar seu tempo na Terra o mais
agradável possível. Ajude os alunos a perceberem o quanto Balaão estava
errado em bater na jumenta. Quando o Anjo do Senhor veio para matar Balaão, a
jumenta se desviou, salvando assim Balaão da morte.
Sugestões de objetivos para tua classe alcançar:
• Conhecer as conseqüências do orgulho e de se afastar de Deus. (Saber)
• Perceber o poder de Deus e saber que ninguém pode esconder dEle seu
verdadeiro caráter, porque Ele conhece o coração. (Sentir)
• Ficar atentos e não achar que estão livres do pecado.
(Reagir)
III. PARA EXPLORAR
• A vontade de Deus
• Materialismo/Mundanismo
• Maus-tratos
Ilustração
Imagine que um homem estivesse caminhando por uma floresta e encontrasse
uma bolsa cheia de pedras preciosas, ouro, jóias e dinheiro. Esse homem não
tinha um lar, e não comia fazia muito tempo, por isso estava fraco. Ele sabia
que morreria se não comesse alguma coisa. Mas, embora ele estivesse morrendo
de fome, ele se recusa a pegar a bolsa porque ela não lhe pertence. Assim,
ele caminha até a cidade e tenta encontrar um trabalho, para comprar um pouco
de comida. O homem não sabia, mas alguém o havia observado na floresta. Sua
honestidade chegou ao conhecimento das pessoas na cidade. Todos ficam muito
admirados por esse homem ter feito o que era certo, e assim ele consegue com
facilidade um emprego para pagar a comida.
Depois de um tempo, se descobriu que a bolsa pertencia a um homem muito rico.
Os moradores da cidade achavam que o homem rico deveria dar um pouco do
dinheiro ao homem pobre como recompensa por não tê-lo roubado. Mas o homem
rico não queria fazer isso. Ele não ligava para o fato de o homem tê-lo
respeitado a ponto de não roubá-lo. Mas ele sabia que se não desse o
dinheiro, ele pareceria egoísta. Então ele deu ao homem um pouco do ouro da
bolsa. Ele fingiu estar feliz em fazer isso pelo homem, mas em seu coração
estava relutante. Agora, por causa da “generosidade” do homem rico, as
pessoas o elogiaram, sem saber que ele não havia feito aquilo de coração.
No fim, os dois homens fizeram a coisa certa, mas por diferentes razões.
Uma Ponte
Para a História:
Exatamente como Balaão, o homem rico fez o que todos pensaram que era
certo, mas seu coração não estava no lugar certo. Balaão disse aos moabitas
que não amaldiçoaria Israel, mas não porque ele quisesse fazer o certo. Ele
apenas queria parecer íntegro. O homem rico desta história fez a mesma coisa.
Ele não se importava com o homem pobre; ele se importava consigo mesmo e com
o que os outros pensariam dele.
Aplicação da história bíblica à própria vida:
Qual era o sentimento de Balaão a respeito dos moabitas e dos
israelitas?
Por que os moabitas desejavam tanto que Balaão amaldiçoasse os israelitas?
Por que Balaão se recusou a ir com os moabitas?
Quais são as principais lições que podemos aprender desta história?
Por que Balaão bateu tão impiedosamente na jumenta?
De que maneira a jumenta maltratada salvou a vida de Balaão?
Que partes desta história chamam sua atenção?
Quais foram algumas das razões por que Balaão se afastou de Deus?
Por que Deus enviou o Anjo do Senhor para matar Balaão enquanto ele se
dirigia a Moabe?
Você já desejou fazer a coisa “certa” pela razão errada?
É melhor fazer a coisa errada pela razão certa, ou fazer a coisa certa pela
razão errada?
Quem foi o originador da ganância e da cobiça de Balaão?
Por que Balaão se recusou a amaldiçoar os israelitas quando os servos de
Moabe lhe pediram isso?
Compare maneiras pelas quais Balaão foi ganancioso com maneiras pelas quais
às vezes nós somos gananciosos. Que semelhanças existem? Que diferenças?
Como Balaão tentou esconder seu verdadeiro coração de Deus?
Quais são algumas maneiras pelas quais você tenta esconder seu próprio
caráter de Deus?
Apresentando o Contexto e o Cenário
Use as informações a seguir
para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias
palavras.
“Midianitas. Os midianitas são um povo que vive na parte sul
da região da Transjordânia. São descritos como descendentes de Abraão e
Quetura (Gênesis 25:1-6) e aparecem como comerciantes na narrativa de José
(Gênesis 37:25-36). Moisés se juntou ao clã midianita de Jetro depois de
fugir do Egito, mas os midianitas não se uniram aos israelita na conquista de
Canaã. Na narrativa de Balaão, os líderes midianitas estão aliados com os
moabitas e participam na contratação do profeta para amaldiçoar.” — Bible Background Commentary.
“Balaão em Deir Allah. Em
1967 uma expedição arqueológica holandesa liderada por H. J. Franken
descobriu alguns pedaços de reboco inscritos num lado do Jordão conhecido
como Deir Allah. Os fragmentos estão aparentemente escritos em aramaico e
datam de aproximadamente 850
a
.C. Eles mencionam Balaão, filho de Beor, como o
mesmo personagem descrito como um profeta” em Números 22-24. Embora o texto
esteja bastante incompleto, com muitas quebras e palavras duvidosas, pode-se
constatar que Balaão foi um profeta que recebeu uma mensagem divina durante a
noite e que sua mensagem não era o que seus vizinhos esperavam ouvir. Se esse
texto se refere aos acontecimentos descritos na Bíblia é questionável, mas
ele comprova uma tradição não-bíblica comum no nono século de um profeta
chamado Balaão. Pode ser que a notoriedade de Balaão foi tanta que ele
permaneceu como uma importante figura profética durante séculos e poderia
assim ser identificado com as antigas narrativas israelitas da conquista.”— Bible Background Commentary.
“Posição Profética de Balaão. Em Josué 13:22, Balaão é descrito como um
“adivinho”, enquanto em Números 22:6 é dito que ele é um homem cujas bênçãos
e maldições são eficazes. Ele é da região superior da Mesopotâmia, próxima a
Carquemis, e tem uma reputação internacional como verdadeiro profeta. Durante
toda a narrativa em Números 22-24, Balaão continuamente lembra a Balaque de
que pode falar apenas as palavras que Deus colocar em sua boca (Números
22:18, 38; 23:12, 26; 24:13). Embora Balaão use rituais do sacrifício para
obter a resposta de Deus, ele não deve ser considerado simplesmente um
adivinhador.” — Bible Background Commentary.
Atividade de encerramento:
Peça que os alunos façam uma lista de três maneiras diferentes pelas
quais a ganância pode nos controlar, e três maneiras de impedir que a
ganância nos vença. Então peça-lhes para apresentar suas listas e discutam
juntos como eles podem aplicar o que está sendo discutido em sua própria
vida.
Conclua com as idéias do resumo, certificando-se de que as lições tratadas e
discutidas tenham ficado claras.
Resumo
A história de Balaão fala sobre como a ganância pode
nos afastar de Deus. Ela nos mostra que, embora Balaão tivesse sido um homem
íntegro no passado, uma, vez que ele escolheu o caminho errado, foi se
tornando cada vez mais fácil prosseguir no erro. Mesmo sendo controlado pelo
inimigo, ele ainda tentou dar a impressão de que fez o que era certo ao não
amaldiçoar os israelitas — apenas para parecer idôneo. Mas Deus conhece o
coração. Não há nada que possamos esconder e nada que devamos esconder de
Deus. Tentar fazer isso é inútil. Ele vê tudo o que fazemos. Mas, mesmo
quando pecarmos, Ele sempre nos perdoará se permitirmos que o Espírito Santo
nos conduza ao verdadeiro arrependimento.
Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
É importante que cada aluno tenha oportunidade de participar. Se algum
( aluno não se sente muito a
vontade para falar em público, dê-lhe oportunidade de
pensar ou escrever. Mesmo que o aluno escolha não se expor, ele estará
envolvido no processo de pensar e aplicar. Nesta lição, pode ser pedido que
os alunos escrevam ações pecaminosas do dia-a-dia para as quais a consciência
pode ficar cauterizada
(exemplo: colar na prova, faltar com respeito ao falar com os pais, etc.).
Depois, peça que dobrem os papéis. Leia os papéis da frente e deixe que os
alunos comentem de seu ponto de vista. Mesmo se um estudante tímido
não disser nada, ele terá contribuído de alguma forma.
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