Rejeitando o Chamado Para Servir

 

 

Acabe e Jezabel

 

 

Texto Bíblico: 1 Reis 21; 2 Reis 9.
Comentário: Profetas e Reis, capítulo 16.

 

 


SINOPSE
A história de Acabe e Jezabel oferece uma grande variedade de temas a serem discutidos com os alunos. Maldade, egoísmo, julgamento, idolatria, espiritismo, valores, comprometimento - esses são apenas alguns dos temas que poderão ser enfatizados neste estudo.
Ainda hoje, o nome “Jezabel” é sinônimo de maldade. Seu nome significa “não exaltada” ou “impura”. Certamente, há muitas mulheres em nossa cultura que exercem a mesma influência maligna que Jezabel exerceu no passado. Você poderá traçar um paralelo entre as famosas “Jezabéis” da atualidade e a personagem bíblica. Essa discussão pode ajudar os jovens a colocar fisionomias modernas na antiga história abordada nesta lição.
Uma das aplicações que Ellen White apresentou a respeito dessa história relaciona-se à idolatria. Ela escreveu: “O espírito de idolatria predomina no mundo hoje... Cada dia acrescenta suas lastimáveis evidências de que a fé na segura Palavra da Profecia está em declínio, e que em seu lugar superstições e satânicos enganos estão cativando a mente de muitos.” — Profetas e Reis, p. 210.
Um outro tema que vem à tona naturalmente nesta história é o perigo do egoísmo. Elien White salienta que Acabe “ficou inteiramente controlado pelo espírito de egocentrismo”. — Profetas e Reis, pág. 204.

Em contraposição, o antídoto para o egocentrismo é o chamado para servir. Esse é o tema que terá mais destaque neste material.
Este estudo lhe dará a oportunidade de debater sobre a atitude que predomina nos tempos atuais de que tudo deve girar em torno do “eu”. As histórias dos reis e rainhas antigos que adoravam ídolos e a si próprios nos lembram de que há uma maneira melhor de viver. Na verdade, tudo se resume em servir a Deus.

 

OBJETIVOS

• Entender a relação entre o egocentrismo e a infelicidade. Em contrapartida, verão a relação entre o serviço e a felicidade. (Saber)
• Sentir o vazio de uma vida centrada no “eu”. (Sentir)
• Ser desafiados a servir. (Responder)                                                                                                                                                                                 

 

PARA EXPLORAR
• O julgamento
• Egoísmo
• Valores

 

 

ENSINANDO

Atividade :   necessidades da minha comunidade

 

 

 

 Ilustração

Durante o processo seletivo, um empresário descreve a situação a seguir para um grupo de candidatos a uma vaga de emprego. Imagine que você estivesse se candidatando para o emprego. De que maneira agiria nesta situação?
Você está dirigindo seu carro em uma noite tempestuosa. Passa pelo ponto de ônibus e vê três pessoas aguardando a condução:
                                                                                                                                                                                                                                                 

1. Uma senhora idosa, que parece estar para morrer.
2. Seu melhor amigo, que uma vez salvou a sua vida.
3. A mulher ou o homem perfeito com quem você sempre sonhou.
Você pode levar apenas uma pessoa em
seu carro e não pode voltar novamente para
o ponto de ônibus. Para quem você oferecerá
a carona?
Você pode encontrar argumentos persuasivos para cada uma das três pessoas. Você poderia escolher a senhora idosa porque ela está morrendo e, portanto, você deveria salvá-la. Ou, você poderia levar o seu melhor amigo, que uma vez salvou a sua vida, e essa seria a chance perfeita de retribuir o que ele fez. No entanto, pode ser que você nunca mais encontre o par perfeito, então por que perder essa oportunidade de vida?
[NOTA AO PROFESSOR: DÊ ALGUNS MINUTOS AOS ALUNOS PARA DISCUTIREM O PROBLEMA COM O COLEGA MAIS PRÓXIMO.]
Você gostaria de saber a resposta certa? Havia 200 candidatos para aquela vaga de emprego. Apenas um escreveu a resposta que o empresário procurava. O candidato contratado não encontrou nenhum problema em encontrar uma resposta.
Ele respondeu: “Entregaria a chave do carro para o meu melhor amigo e pediria a ele que levasse a senhora idosa para o hospital. Ficaria no ponto de ônibus e esperaria a condução com a mulher dos meus sonhos.”

 

 

II. ENSINANDO A HISTÓRIA

 
Uma Ponte Para a História
Pergunte aos alunos se alguém encontrou a mesma resposta. Logo em seguida, comente, usando suas próprias palavras:
Muitas vezes nossas soluções para os dilemas que enfrentamos na vida não são tão criativas quanto a solução encontrada pelo candidato. Na maioria das vezes, preocupamo-nos primeiro com nossos próprios interesses e demonstramos pouca preocupação em como nossas decisões poderão afetar outras pessoas. Quando nos colocamos no lugar dos outros, a solução encontrada geralmente beneficia todos os lados. Pensar de maneira altruísta é a chave.

 

 

Veja atividade para aplicar o assunto estudado à própria vida :


Aplicando a História

Deus reagiu ao pecado de Acabe e Jezabel com um julgamento severo. Discuta o que isso nos ensina a respeito de Deus.
O que a história de Acabe lhe ensinou a respeito do caráter de Deus e como Ele age diante do orgulho e do egoísmo? Explique.
Desenhe um retângulo ao redor das emoções, ações e adjetivos que enriquecem a história.
Que lição a vida de Jezabel nos ensina?
Que lição aprendida por meio desta história você aplicará à sua vida?
Desenhe uma estrela próximo às palavras ou às frases que contêm as várias emoções descritas nesta história.
Utilize aspassagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta semana.
Leia João 13:1-17 e compare a prontidão de Jesus para servir e a ganância de Acabe em receber. Qual dessas atitudes representa uma maneira melhor de viver? Por quê?
Leia Filipenses 2:3-8. Acabe certamente não serve de exemplo para o verso que diz:
“considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (versículo 3). De que maneira Acabe poderia ter deixado um legado diferente se tivesse vivido o chamado feito em Filipenses 2:3-8?
Leia 1 Coríntios 13 e faça uma comparação com a história de Jezabel. De que forma Jezabel falhou em demonstrar o verdadeiro amor?

 

 

Apresentando o Contexto e o Cenário

 
1. A rejeição de Nabote ao pedido de Acabe.

É interessante notar a rejeição persistente de Nabote ao pedido do rei Acabe, de comprar sua vinha. Podemos sentir o pavor de Nabote na resposta que deu a Acabe: “Esta plantação de uvas é uma herança dos meus antepassados. Deus me livre de entregá-la ao Senhor.” I Reis 21:3. Nenhum homem poderia vender para sempre qualquer parte da herança de seus pais. Ela poderia ser vendida ou hipotecada até o ano do jubileu, ano em que a herança seria devolvida ao dono original, se não tivesse sido resgatada antes desse período (ver Levítico 25:14-17, 25-28). O Comentário Adam Clark explica: “Acabe provavelmente desejava que Nabote transferisse a sua vinha definitivamente para ele, e isso era expressamente proibido pela lei de Deus. Assim, Nabote não poderia, em conformidade com sua obediência a Deus, atender ao pedido do rei. Foi altamente perverso da parte de Acabe tentar Nabote a vender sua vinha, e o fato de cobiçá-la demonstra a depravação da alma de Acabe.”
Será que Deus Se aborrece menos com a ganância insaciável e o materialismo que parece predominar nos dias de hoje? Por que você acha que Deus não parece agir de maneira tão severa hoje contra os indivíduos gananciosos como Ele fez no caso de Acabe? Como você explicaria o que aconteceu com Nabote? Afinal, ele estava apenas defendendo seus direitos dados por Deus e, mesmo assim, foi apedrejado até a morte.


2. A maldição contra Acabe.

A maldição proferida por Elias contra Acabe em 1 Reis 21:21-24 é idêntica à maldição proferida contra Jeroboão e contra Baasa (ver 1 Reis 14:10, 11; 16:3, 4). Lemos em 1 Reis 21:27- 29, no entanto, que Acabe se humilhou perante Deus. Como resultado, Deus explicou para Elias que “já que ele está fazendo isso, não será durante a vida dele que vou trazer a desgraça que prometi. Será durante a vida do filho dele que Eu vou fazer cair a desgraça sobre a familia de Acabe”. 1 Reis 21:29.
Até mesmo um pequeno ato de arrependimento (como no caso de Acabe) leva Deus a agir com misericórdia. O que essa demonstração da graça nos ensina a respeito da natureza de Deus? Se Jezabel tivesse se arrependido de sua maldade, você acha que Deus teria agido da mesma maneira com ela? Por quê?


3. O desgosto de Deus com Acazias.
Ellen
White fez um comentário a respeito do pecado de Acazias: “Deus tinha motivos para desgostar-Se ante a impiedade de Acazias. Que não havia Ele feito para conquistar o coração do povo de Israel e inspirar-lhes confiança em Si?... Fora um auxilio sempre presente a todos que O buscavam em sinceridade. Contudo o rei de Israel, desviando-se agora de Deus para suplicar ajuda ao pior inimigo de seu povo, proclamava aos pagãos que tinha mais confiança nos seus ídolos do que no Deus do Céu. De igual maneira homens e mulheres desonram-no quando tomam da Fonte de força e sabedoria para solicitar auxilio ou conselho dos poderes das trevas. Se a ira de Deus foi acesa pelo ato de Acazias, como considera Ele os que, tendo ainda maior luz, escolhem adotar uma conduta semelhante?” — Profetas e Reis, p. 211 e 212.
De que maneira somos tentados hoje a procurar a sabedoria do mundo no lugar da sabedoria que vem de Deus?

 

ENCERRAMENTO

 
Atividade: aplicando o assunto aprendido à própria vida:

Acabe Jezabel rejeitando o chamado para servir

 

 

 

Resumo

 (extraído do livro de Kevin harney)
Um garotinho sentou no chão da sala das crianças na igreja com uma bola de borracha vermelha embaixo de cada braço e três outras bolas presas contra o chão e seus joelhinhos. Tentava proteger todas as cinco bolas das outras crianças que se encontravam na escolinha. O problema era que ele não conseguia segurar todas as cinco bolas de uma vez, e a bola próxima aos seus pés encontrava-se especialmente fácil de ser roubada. Assim, sempre que uma criança demonstrava interesse em brincar com uma das bolas, ele rosnava para deixar bem claro que aqueles brinquedos eram só dele...
Por cerca de cinco minutos, aquele garotinho rosnou, fez cara feia e manteve as outras crianças bem longe. Como um leão que protege os últimos restos de sua caça, aquele “leãozinho” não estava disposto a compartilhar seus brinquedos com ninguém. As outras crianças cercaram a “caça” como se fossem urubus, procurando uma maneira de pular e roubar a bola sem serem atacadas ou mordidas. Sinceramente, eu não sabia se ria ou chorava ao presenciar aquela cena.
Foi então que me ocorreu: Aquele garotinho não estava se divertindo nenhum pouco. A alegria não passava nem perto dele. Ele não só estava infeliz, mas as outras crianças pareciam tristes também. O egoísmo daquele garotinho criou um buraco negro que sugou toda a alegria da escolinha sabatina.


 

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Vamos permanecer andando no caminho do Senhor... hoje... e sempre!! Com  amor, Tia Célia