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Os pais envelhecem
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“Você deve ser a mudança que você quer
ver no mundo” Gandhi
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Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada
humana seja a de ter um filho.
Plena de emoções, por vezes angustiante, ser
pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar
alguém. 
Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus
imensos olhos, sua inocência e graça.
Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor.
Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso.
Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional.
Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos e retribuem com
gestos que enternecem, mas os anos passam e os filhos crescem, escolhem seus
próprios caminhos, parceiros e profissões, trilham novos rumos, afastam-se da
matriz.
O
tempo se encarrega da formação
de novas famílias.
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Os netos nascem. Envelhecemos.
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E então algo começa a mudar.
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Os filhos
já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Não retribuem tanto amor que receberam!
Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar
as falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da
infância e isso é uma dor imensa para os pais.
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Por mais que disfarcem, todo pai e mãe
percebe as mínimas faíscas no
olho de um filho.
É quando pais, idosos, dizem para si mesmos:
Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não
me tem como seu herói particular?
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos
os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida e norteou
todos nossos mais corretos passos.
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Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente.
Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais
impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as
velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos,
aos novos costumes. Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o
controle.
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Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que
desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo
diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, até seus gostos! - tudo passa a
ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas
continuam em plena posse da mente.
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Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem
inúteis ou crianças sem discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz.
Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou
capacidade de decisão.
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há
tanto amor.
Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.
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A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação.
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Um dia, o velho
pai já não estará aqui. Saudade...
O cheiro familiar da mãe estará ausente. Dor...
As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os
chinelos em um canto qualquer da casa.
Apenas lembranças... dolorosas
lembranças de um tempo
que se quer fazer ressurgir..
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Então,
valorize o tempo de
agora com os pais idosos.
Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios,
quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
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Abrace-os
apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas)
e dê-lhes atenção, afeto...
Acredite: dentro daquele velho coração
brotarão todas as flores da esperança e da alegria....
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Mensagem enviada por um amigo que
chora a dor de não ter mais seu pai presente no Dia dos Pais. Sn
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Aproveite o máximo
do seu tempo com seus
pais, enquanto ainda é possível. Com amor, Tia Célia
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