Texto Bíblico: Salmo 119:105; Mateus 10:17-22.
Comentário: O Grande Confl ito, capítulos 5 e 6.
Verso Bíblico: Salmo 119:105.

 

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I. SINOPSE
Aproximadamente 92% dos americanos
possuem pelo menos um exemplar da Bíblia,
sendo a média de três exemplares por família.
Dois terços da população norte-americana
afi rmam que a Bíblia contém as respostas
para as questões básicas da vida. Mesmo assim,
os americanos estão demonstrando ser
excepcionalmente ignorantes quanto aos fundamentos
bíblicos.
Uma pesquisa de opinião, por exemplo,
revelou que menos da metade da população
americana sabe o nome do primeiro livro da
Bíblia (Gênesis), apenas um terço sabe quem
proferiu o Sermão do Monte (muitos responderam
Billy Grahm, um famoso pregador
norte-americano, não Jesus) e um quarto não
sabe o que é celebrado na Páscoa.
É provável que muitos alunos em sua classe
da Escola Sabatina não sejam bem versados
no que diz respeito ao conhecimento bíblico.
Esta lição lhe oferece a oportunidade de abrir
a Palavra de Deus e mostrar aos jovens de sua
classe que a Bíblia não se trata de uma coleção
de bobagens e histórias inúteis. Trata-se
Lição 3
17 de julho de 2010
de histórias de amor, palavras de conforto e
esperança, autobiografi as e biografi as, profecias,
instruções e um conjunto de cartas inspiradas
pelo próprio Deus. Tudo isso em um
único livro!
Nas palavras de Franky Schaeffer: “Deus
nos deu em forma escrita um livro que engloba
todas as emoções humanas, os altos, os
baixos, a diversidade de indivíduos, o bem e o
mal, o feio, o bonito, os pecadores, os justos,
os perversos, os salvos, os perdidos, a poesia,
os poetas, a sabedoria, o sábio, histórias
humanas, a realidade da vida, abundante em
signifi cado, um livro da verdade, não de dizeres
religiosos pálidos e limitados. A Bíblia, a
Palavra de Deus, é sólida, humana, comprovável,
realmente divina.”
Considerar a Palavra de Deus como “realmente
divina” nos ajuda a entender por que
homens como Wycliffe, Huss e Jerônimo se
dispuseram a dar a própria vida por ela. Eles
suportaram torturas inimagináveis porque
compreenderam que a Bíblia é mais do que
um bom livro de história ou uma coleção de
provérbios; é, sim, a fonte da vida. Aproveite
esta oportunidade para desafi ar os alunos a
ancorar a vida na Palavra de Deus – assim
como os mártires do passado.

II. OBJETIVOS
Os alunos deverão:
• Considerar a Bíblia a Palavra de Deus.
(Saber)
• Sentir que a Bíblia é o veículo principal
pelo qual Deus Se comunica conosco
hoje. (Sentir)
• Aceitar o desafio (através da história dos
mártires dispostos a morrer pela Bíblia)
a colocar como prioridade em seu dia
passar tempo com Deus por meio de Sua
Palavra. (Responder)
III. PARA EXPLORAR
• Bíblia / Escrituras Sagradas
• Fé
• Adversidade / Provações
ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada
O Que Você Acha? Depois que tiverem
concluído a atividade, discuta suas respostas.
Ou, se preferir, use a sugestão abaixo
como atividade alternativa.
Divida a classe em duas equipes. Traga
vários manuais de instruções – de automóvel,
computador, televisão, micro-ondas, rádio,
DVD player, e assim por diante.
Escolha aleatoriamente os manuais e leia
algumas instruções. Atribua pontos para a
equipe que adivinhar que tipo de manual
está lendo. Inicie uma discussão perguntando
quantos deles (ou quantos pais) realmente
leem manuais. Ressalte que corremos o
risco de danificar os itens adquiridos ao
ignorarmos as instruções do manual. Compare
o manual com a Bíblia – o manual de
instrução de Deus para os seres humanos.
Discuta: “De que maneira as pessoas estragam
a vida por não seguirem o manual de
Deus, a Bíblia?”
Ilustração
Conte esta ilustração em suas próprias
palavras:
Certa vez, um candidato ao batismo foi entrevistado
pela comissão da igreja. Eles lhe
perguntaram:
– De qual parte da Bíblia você mais gosta?
O candidato respondeu:
– Gosto do Novo Testamento.
– De qual parte do Novo Testamento?
– O livro das Parábolas – respondeu.
A comissão pediu-lhe, então, para contar
uma parábola. Um pouco hesitante, o candidato
começou:
– Era uma vez um homem que saiu de
Jerusalém com destino a Jericó. No caminho,
caiu em meio aos ladrões. Os espinhos
cresceram e sufocaram o pobre homem. Ele
prosseguiu viagem e se encontrou com a rainha
de Sabá. Ela lhe entregou mil talentos
de prata e cem peças de vestuário. O homem
subiu em sua carruagem e saiu às pressas.
Ao passar por entre os galhos de uma árvore
ficou preso pelos cabelos. Ficou pendurado
ali por muitos dias e noites. Os corvos
trouxeram-lhe comida para comer e água
para beber. Certa noite, ainda pendurado
pelos cabelos, sua esposa, Dalila, apareceu
e cortou-lhe os cabelos e o homem caiu ao
chão. Logo começou a chover. A chuva durou
quarenta dias e quarenta noites. O homem
abrigou-se numa caverna. Mais tarde,
ao prosseguir viagem, encontrou-se com
um senhor que disse: “Entre e ceie comigo.”
Mas o homem respondeu: “Não posso entrar,
pois tenho esposa.” Aquele senhor saiu pelo
caminho e pelos campos e convenceu o homem
a entrar! O homem, mais tarde, chegou
a Jerusalém e viu a rainha Jezabel sentada
no alto da muralha. Ele abriu a janela e assim
que ela o viu começou a rir. Ele disse:
“Joguem-na daí” e as pessoas obedeceram,
jogando a rainha Jezabel. O homem continuou:
“Joguem-na mais uma vez” e assim
aconteceu por sete vezes. Os fragmentos da
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rainha encheram doze cestos! Agora, pergunto-
lhes, esposa de quem ela será no dia
do julgamento?
Os membros da comissão concordaram
que o candidato realmente conhecia bem a
Bíblia!
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História
Comente com os alunos em suas próprias
palavras:
Infelizmente, esse é o nível de conhecimento
que muitas pessoas possuem da Bíblia
hoje em dia. Essa é uma triste notícia, pois
a Bíblia é o melhor recurso concedido por
Deus aos Seus filhos para receberem instrução
a respeito de todos os aspectos da vida.
Você, por exemplo, luta para vencer um pecado
acariciado? Leia Romanos 6. Um ente
querido está lutando contra o câncer? Tiago
5:14-16 lhe dirá o que fazer. Você está com
medo da prova final de química na próxima
semana? Estude Provérbios 2:5-7.
A Bíblia é simplesmente o melhor manual
de instruções que temos para buscarmos uma
vida de felicidade em Cristo. Leia-a regularmente
e coloque o que aprender em prática.
Sua vida não será mais a mesma!
Aplicando a História (Para
Professores)
Após ler com seus alunos a seção Estudando
a História, use os seguintes trechos
do livro O Grande Conflito para resumir a
história de três reformadores. Pergunte aos
alunos de que maneira a história de Wycliffe,
Huss e Jerônimo enriquecem os versos apresentados
pela seção Estudando a História.
João Wycliffe
“Como professor de teologia em Oxford,
Wycliffe pregou a Palavra de Deus nos salões
da universidade. Tão fielmente apresentava
ele a verdade aos estudantes sob sua instrução
que recebeu o título de ‘Doutor do Evangelho’.
Mas a maior obra da vida de Wycliffe
deveria ser a tradução das Escrituras para a
língua inglesa. [...]
“A Palavra de Deus estava aberta para a
Inglaterra. O reformador não temia agora prisão
ou fogueira. Colocara nas mãos do povo
inglês uma luz que jamais se extinguiria.”
– Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 87
e 88.
João Huss
“Com uma audácia que aumentava dia a
dia, Huss fulminava as abominações que
eram toleradas em nome da religião; e o povo
acusava abertamente os chefes romanistas
como causa das misérias que oprimiam a
cristandade. [...]
“Enfraquecido pela enfermidade e reclusão,
pois que o ar úmido e impuro do calabouço
lhe acarretara uma febre que quase o
levara à sepultura, Huss foi finalmente conduzido
perante o concílio. [...] Quando se lhe
exigiu optar entre o renunciar suas doutrinas
ou sofrer a morte, aceitou a sorte de mártir.”
– Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 103
e 107.
Jerônimo
“Na presença dos juízes, Jerônimo ajoelhou-
se e orou para que o Espírito divino lhe
dirigisse os pensamentos e palavras, de modo
que nada falasse contrário à verdade ou indigno
de seu Mestre. Para ele naquele dia se
cumpriu a promessa de Deus aos primeiros
discípulos: ‘Sereis até conduzidos à presença
dos governadores e dos reis por causa de
Mim. [...] Mas, quando vos entregarem, não
vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar,
porque naquela mesma hora vos será ministrado
o que haveis de dizer. Porque não
sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso
Pai é que fala em vós.’ Mat. 10:18-20.” – Ellen
G. White, O Grande Conflito, p. 112.
Apresentando o Contexto
e o Cenário
Ellen White apresentou um excelente comentário a respeito destes três reformadores
em O Grande Conflito. Mesmo assim, o pequeno
resumo abaixo lhe servirá de ajuda
adicional ao ensinar sobre esses três grandes
personagens aos alunos. Este resumo
simples e real a respeito de Wycliffe, Huss e
Jerônimo apresenta o contexto e alguns fatos
com o objetivo de complementar a narrativa
de Ellen White.
João Wycliffe (meados de 1320 – dezembro
de 1384) foi teólogo inglês, pregador
leigo, tradutor e reformista. Wycliffe foi um
dissidente precoce da Igreja Católica Romana
durante o século 14. Seus seguidores ficaram
conhecidos como lollardos, uma espécie de
movimento religioso que pregou o evangelho
legalista. Wycliffe foi considerado o fundador
desse movimento e o precursor da Reforma
Protestante (por essa razão é comumente chamado
de “Estrela da Manhã da Reforma”).
Ele foi um dos primeiros oponentes da autoridade
papal a influenciar o poder secular.
Wycliffe foi também o primeiro defensor
da tradução da Bíblia para o idioma das massas.
Ele completou a tradução da Bíblia diretamente
da Vulgata para o inglês no ano de
1382. Essa tradução hoje é conhecida como
a Bíblia de Wycliffe. Acredita-se que ele tenha
traduzido pessoalmente os Evangelhos de
Mateus, Marcos, Lucas e João. É possível que
Wycliffe tenha traduzido pessoalmente todo o
Novo Testamento e seus associados o Antigo
Testamento. A Bíblia de Wycliffe parece ter
sido finalizada em 1384, com versões atualizadas
feitas pelo assistente de Wycliffe, João
Purvey, e outros em 1388 e 1395.
João Huss (1369-1415) foi padre católico
checo, filósofo, reformador e reitor da Universidade
Carlos em Praga. Ficou conhecido por
ter sido queimado vivo na ocasião em que a
Igreja Católica Romana considerou hereges os
seus conceitos sobre eclesiologia. Huss foi um
dos principais colaboradores do movimento
protestante cujos ensinamentos influenciaram
profundamente os países da Europa, mais diretamente em relação à aprovação da existência
da Igreja Reformista Boêmia e, mais de
um século depois, o próprio reformador Martinho
Lutero.
Jerônimo de Praga (1365-1416) foi reformador
religioso boêmio nascido em Praga.
Estudou na Universidade de Oxford, na Inglaterra,
local em que adotou doutrinas não
ortodoxas do teólogo inglês João Wycliffe.
Ao retornar a Praga em 1407, associou-se ao
reformador religioso boêmio João Huss e passou
a pregar contra os abusos da hierarquia
da igreja e da corrupção e depravação do clero.
Na ocasião em que Huss foi denunciado
pelo Concílio de Constança e preso, Jerônimo
apressou-se para Constança para defender o
amigo, mas, ao saber que também seria condenado,
tentou retornar para Praga. Foi preso
em Bavária e retornou a Constança, ocasião
em que renunciou às suas crenças. Mais tarde,
arrependeu-se de sua renúncia e foi queimado
vivo como herege.
III. ENCERRAMENTO
Atividade
Encerre com uma atividade. Explique em
suas próprias palavras.
Divida a classe em pequenos grupos e
instrua-os a encontrar maneiras práticas de
estudarem mais a Bíblia. Eles poderão, por
exemplo, recomendar a leitura da Bíblia em
versões com linguagem mais atual, como a
Bíblia na Linguagem de Hoje ou a Bíblia na
Nova Versão Internacional. Se houver condições,
outro grupo pode aproveitar este momento
para acessar a internet para procurar
estudos bíblicos on line e outras ferramentas
de estudo. Conclua pedindo que os grupos
partilhem suas ideias com a classe.
Algumas perguntas para reflexão:
• Estou aproveitando ao máximo a liberdade
que hoje desfruto de estudar a Bíblia a
qualquer hora que desejar?
• O que há de tão importante em relação à Bíblia que tantos mártires ao longo dos séculos
se dispuseram a dar a vida por ela?
• Dependo de outros para interpretar a Bíblia
ou leio-a por mim mesmo?
Resumo
Compartilhe os seguintes pensamentos,
usando suas próprias palavras:
Por mais antiga que a história de Wycliffe,
Huss e Jerônimo pareça, não devemos
pensar que isso foi algo que aconteceu apenas
“naquela época” com “aquelas pessoas”.
A perseguição continua ainda hoje para os
fiéis que se recusam a rejeitar a fé na Bíblia.
A seguir, leia com atenção os títulos de notícias
recentes:
• “Irã Continua a Prender Ilegalmente
Conversos Cristãos” (10 de agosto de 2009).
• “O Genocídio de Cristãos Iraquianos”
(10 de agosto de 2009).
• “Forçada, Criança de Treze Anos de Idade Observa Pastor Ser Espedaçado Até a
Morte na Nigéria” (9 de agosto de 2009).
Você pode encontrar muitas outras notícias
como essas em www.persecution.org.
Ao visitar esse site, não deixe de acessar o
link “What can I do?” [O que posso fazer?].
Ali você encontrará várias sugestões de como
ajudar a amenizar e a evitar as perseguições,
seja por meio de orações, de cartas a senadores
ou de contribuições aos órgãos responsáveis.
Há várias maneiras pelas quais podemos
fazer a diferença.

 

Lembre os alunos sobre o
plano de leitura, em que eles
estudarão, na série O Grande
Conflito, o comentário inspirado da Bíblia.
A leitura correspondente a esta lição
é O Grande Conflito, capítulos 5 e 6.

 

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Vivendo a História
Uma das melhores maneiras de ensinar uma história é recriando-a. Em vez de, por exemplo,
discursar a respeito de certa batalha durante a Guerra Civil, o professor pode levar a
classe para um local apropriado e simular um combate “passivo” entre os alunos. Por mexer
com os sentidos e sair da rotina, esse método de aprendizado faz com que a história se fixe
na mente dos alunos.
O mesmo método de ensino pode ser aplicado à lição desta semana ao simular o Concílio
de Constança. Leia a descrição feita por Ellen White sobre o Concílio (O Grande Conflito,
p. 95, 104-112), procure informações adicionais na internet e desenvolva um roteiro simples
para que os alunos possam encenar a história. Cada um dos alunos deverá receber um papel
para encenar. Entregue o roteiro e permita que se divirtam com a atividade. Dessa forma,
há muito mais chance de os alunos se lembrarem da história do que se você tivesse simplesmente
discursado a respeito dela.