Cantinho da criança / adoração infantil

Histórias da Bíblia pouco contadas

 

49º sábado

Dúvida, não incredulidade - Tomé

 

CONHEÇA MAIS: João 11:16; 14:15; 20: 24-31.
OBJETIVO: Mostrar a diferença entre ser incrédulo e duvidar.
DISPOR DE: Fotos de gêmeos. Criar um rápido diálogo para ver o que as crianças sabem sobre os gêmeos.
HISTÓRIA:

Meu nome é Tomé e as pessoas me chamam Dídimo, que significa gêmeos. Isto indica que havia um outro irmão bem parecido comigo. Às vezes, a história não é totalmente certa sobre as pessoas. Lembram-se de alguns fatos, e esquecem-se de outros.

Eu conheci a Jesus igualmente aos outros discípulos e O segui pelos caminhos empoeirados da Palestina. Eu sempre queria estar seguro, antes de acreditar em algo. Tinha que ter provas para poder acreditar. Não gostava simplesmente de ter que acreditar porque me diziam que precisava crer em alguma coisa, só porque alguém havia dito para crer. Eu precisava meditar e pensar bem antes de agir. Meus pais nos ensinaram a mim e a meu irmão que devíamos ser assim e sempre havíamos agido dessa forma.

Os anos vividos com Jesus foram maravilhosos. Vi coisas espantosas, não apenas quando curou as pessoas, mas também pelos atos que víamos no pequeno grupo que acompanhava Jesus, como na vez em que O vimos caminhar sobre o mar. Foi fantástico!

Entre nós, havia muita animação. Quase sempre, conversávamos como seria o reino de Deus, porque até então, acreditávamos que Jesus viria derrotar os romanos e fundar um reino judeu. Muitos de nós pensávamos que teríamos um lugar especial nesse novo reino. Como estávamos tão enganados!

Mas um dia, Jesus nos contou que Ele iria a Jerusalém e ali O matariam. Nenhum de nós entendeu. Não passou por nossa cabeça a possibilidade de que nosso Mestre morresse, porém esse dia chegou e assim aconteceu. Quando isso ocorreu, todos nós fugimos. Alguns ficaram na casa de Maria, na parte superior e outros fugiram para outros lugares.

Quando voltei, dias depois de Jesus ter sido sepultado, eu me encontrei com meus companheiros e a primeira coisa que me disseram foi que Jesus estava vivo. Pensei que era uma brincadeira de mau gosto e lhe disse que se eu não O visse pessoalmente, e se eu não colocasse minhas mãos em Suas feridas, eu não poderia crer.

Um dia, eu estava na parte de cima da casa. Muitos de meus colegas estavam realmente alegres. Eles ouviam as mulheres que haviam visto a Jesus. Porém, eu não havia visto nada. Assim, eu não podia crer. 

De repente, ouvimos a maravilhosa e inconfundível voz de Jesus. Apenas entrou, olhou para mim e disse:

―Tomé, aproxima-te!

E me mostrou as Suas feridas e o Seu lado. Nesse momento, eu me ajoelhei diante dEle e O reconheci como meu Deus.

―Deus meu e Senhor meu!

Ele tocou meu ombro e me disse:

― Tu crês porque tens visto. Há outros que creram em Mim e não Me viram nunca. Muitos, desde aquele dia, chamam-me de incrédulo. Porém, eu nunca fui incrédulo. Um incrédulo se nega a acreditar no que vê. Eu não. Acreditei no mesmo instante. Eu apenas tinha dúvidas. Duvidar exige examinar, analisar e pensar; não crê em qualquer coisa. Portanto, eu não sou incrédulo.

APELO: Quando alguém nos diz alguma coisa, temos que pensar e perguntar, até estar seguros. Nada é mais certo quanto ao que se refere aos ensinamentos sobre Deus.

ORAÇÃO: Oremos a Deus para que nos dê certezas, baseadas nas evidências da Sua Palavra. (Ore com as crianças.)

 

Que Deus te abençoe para entender a história bíblica, sua lição e transmitir aos pequeninos.

Abraço forte, Tia Celinha