Os cegos e o elefante

"Era uma vez seis homens do Indostão,

Desejosos de muito saber,

Que foram ver um elefante

(Embora todos fossem cegos)

Para que cada um pudesse observar

E satisfazer a sua curiosidade.

 

O primeiro, aproximou-se do elefante,

Desgraçadamente chocou

Com os flancos rugosos e maciços.

Sem mais, ele gritou:

"Deuses Poderosos, como este elefante

Se parece estranhamente com um muro!"

 

O segundo, ao apalpar as defesas,

Gritou: "Oh! que temos por aí

Que seja tão redondo, tão liso

E tão pontiagudo ao mesmo tempo?

Quanto a mim, já sei: este fenómeno de elefante

Parece-se estranhamente com uma lança!"

 

O terceiro, ao aproximar-se do animal,

Agarrou por acaso

Com ambas as mãos

A tromba ondulante:

"Já sei, já sei, este elefante.

Parece-se estranhamente com uma serpente!".

 

O quarto estendeu uma mão febril

E encontrou as pernas do mamífero:

"Aquilo com que se parece este animal fabuloso

É muito simples, por minha fé!

É evidente que este elefante

Se parece estranhamente com uma árvore!"

 

O quinto chegou-se, por acaso, à orelha:

"Mesmo o mais cego dos cegos - disse ele -

Pode dizer com que é que isto de parece.

Contradiga-me quem puder, parece-me

Que esta maravilha de elefante

Se parece estranhamente com um leque!"

 

O sexto, mal tinha começado

A apalpar o animal,

Agarrou com ambas as mãos a cauda

Que se encontrava à sua frente:

"Já sei, gritou ele o nosso elefante

Parece-se estranhamente com uma corda!"

 

E foi assim que estes homens do Indostão,

Discutiram largamente,

Cada um certo da sua opinião,

E não querendo largá-la,

Cada um deles com um pouco de razão

E todos estando completamente enganados."

 

                                 "The Blind Men and the Elepanht"

                             John G. Saxe in Kayser NewsUSA, 1965       

 

A nossa análise pode mudar, quando olhamos para um quadro mais amplo.

Um dia muito feliz, abrindo seus horizontes.

Com amor, Tia Célia